Letra de Estampa de Peão Fronteiro - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Cesar Oliveira e Rogério Melo
CD Apaysanado - Anomar Danúbio Vieira nas vozes de César Oliveira e Rogério Melo 2005
Disco A
01
A Cusco e Mangaço
02
O Que é Sagrado Pra Mim
03
Um Milongão dos Veiaco
04
Romance Dos Olhos Negros
05
Empurrando Tropa
06
Apaysanado
07
Os Loco Lá da Fronteira
08
Estampa de Peão Fronteiro
09
Tango do Bochincheiro
10
Revisada
11
Pra Bailar de Cola Atada
12
Crioulo das Três Vendas
13
Na Presilha do Laço
14
Imagens
15
Meu Mundo de Domador
Estampa de Peão Fronteiro
Uma perdiz " a lo largo"
Voa e assombra o bagual,
Vou tenteando no bocal
E deixo o potro sentado
"afrouxo" o corpo, e entonado
Faço um bichinho com a boca
Por que um susto é coisa "poca"
Pra quem vive enforquilhado.
E se o ventena se arrasta
Batendo firme os "esteio",
Eu saio atando no "reio"
Caixão golpeado pra trás,
É bem assim que se faz
Nos pagos da minha "santana"
Porque a alma castelhana
Não se entrega assim "no más".
E sempre nos fins de tarde
Um mate novo me espera
E uma flor de primavera
Pra matear junto comigo
Se a lida bruta é um perigo,
Seu beijo doce me acalma
E amanso as coisas da alma
Quando em seus braços me abrigo.
Não é "changa" paisanito
A vida que a gente leva,
Que a sorte arisca, maleva
Venha do jeito que vier
Pois tendo rancho e mulher
Parceira, sempre, pra um mate
O resto é luta, faz parte
Seja como deus quiser.
Ainda tenho um tordilha
E dois " ovelheiros picassos",
Mais a força do meu braço
E um quatro tentos grongueiro,
O velho tino campeiro
Na cadência das esporas
E a ciência do campo a fora
Pra "costeá" zebú matreiro
E se não fosse os cachorros
E a "pata" da minha tordilha
Te juro, muita novilha
Tinha se enfiado no mato
Mas quando atravesso o rastro,
Isto aprendi, muito cedo
Misturo jeito e segredo
E acho uns "toco" pra o meu laço
Voa e assombra o bagual,
Vou tenteando no bocal
E deixo o potro sentado
"afrouxo" o corpo, e entonado
Faço um bichinho com a boca
Por que um susto é coisa "poca"
Pra quem vive enforquilhado.
E se o ventena se arrasta
Batendo firme os "esteio",
Eu saio atando no "reio"
Caixão golpeado pra trás,
É bem assim que se faz
Nos pagos da minha "santana"
Porque a alma castelhana
Não se entrega assim "no más".
E sempre nos fins de tarde
Um mate novo me espera
E uma flor de primavera
Pra matear junto comigo
Se a lida bruta é um perigo,
Seu beijo doce me acalma
E amanso as coisas da alma
Quando em seus braços me abrigo.
Não é "changa" paisanito
A vida que a gente leva,
Que a sorte arisca, maleva
Venha do jeito que vier
Pois tendo rancho e mulher
Parceira, sempre, pra um mate
O resto é luta, faz parte
Seja como deus quiser.
Ainda tenho um tordilha
E dois " ovelheiros picassos",
Mais a força do meu braço
E um quatro tentos grongueiro,
O velho tino campeiro
Na cadência das esporas
E a ciência do campo a fora
Pra "costeá" zebú matreiro
E se não fosse os cachorros
E a "pata" da minha tordilha
Te juro, muita novilha
Tinha se enfiado no mato
Mas quando atravesso o rastro,
Isto aprendi, muito cedo
Misturo jeito e segredo
E acho uns "toco" pra o meu laço