Letra de Empurrando Tropa - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Cesar Oliveira e Rogério Melo
CD Apaysanado - Anomar Danúbio Vieira nas vozes de César Oliveira e Rogério Melo 2005
Disco A
01
A Cusco e Mangaço
02
O Que é Sagrado Pra Mim
03
Um Milongão dos Veiaco
04
Romance Dos Olhos Negros
05
Empurrando Tropa
06
Apaysanado
07
Os Loco Lá da Fronteira
08
Estampa de Peão Fronteiro
09
Tango do Bochincheiro
10
Revisada
11
Pra Bailar de Cola Atada
12
Crioulo das Três Vendas
13
Na Presilha do Laço
14
Imagens
15
Meu Mundo de Domador
Empurrando Tropa
A tropa grande, marca de "s", do "eduardo soares",
Índo buenacho, cria dos "guerra" lá de "santana".
Atrês "ontonte" saiu do "carcáveo" batendo água
E eu vou na estrada, ressabiando as mágoas num florão de "zaina".
"moreno augusto", não facilita na volta do passo
Mete o "picasso" e afina a ponta dessas vaquilhonas
Ajuda o "kiko" a fazer um fiador no que termina o mato
Já que o "mulato" vem costeando o beiço de uma redomona.
Trezentas novilhas, pêlo fino, tudo sobreano
Que todos os anos vão pra recria lá na "guabijú"
É pra entregar pro seu "joão barbosa" sem faltar nenhuma
Gado bem cruzado, de raça "das buena"
Em "pampa" e "poliango", sangue de "zebu".
Já faz muito tempo que eu ando na lida empurrando tropa
Levando na estampa um resto de pampa que ainda não se foi
E dentro d'alma, muitas rondas calmas com cheiro de pasto
Cortando distância, seguindo o rastro...
De um futuro incerto e de casco de boi.
Eu vou na frente pra achar boa aguada e pendura um "consumo"
O horizonte é o rumo da sina estradeira e sempre que se pode
Se desencilha, numa sombra grande, num jeitão gaúcho
Pra se "dá" o luxo de, vez por outra, "engraxá" o bigode.
O tempo arisco, já vem mermando na tarca dos dias
E a gadaria berrando triste, cansada da estrada
Mas menos mal que amanhã de tarde "entregamo" a tropa
E num trote chasqueiro, "largamo" de volta
"loco" de saudade da mulher amada.
Índo buenacho, cria dos "guerra" lá de "santana".
Atrês "ontonte" saiu do "carcáveo" batendo água
E eu vou na estrada, ressabiando as mágoas num florão de "zaina".
"moreno augusto", não facilita na volta do passo
Mete o "picasso" e afina a ponta dessas vaquilhonas
Ajuda o "kiko" a fazer um fiador no que termina o mato
Já que o "mulato" vem costeando o beiço de uma redomona.
Trezentas novilhas, pêlo fino, tudo sobreano
Que todos os anos vão pra recria lá na "guabijú"
É pra entregar pro seu "joão barbosa" sem faltar nenhuma
Gado bem cruzado, de raça "das buena"
Em "pampa" e "poliango", sangue de "zebu".
Já faz muito tempo que eu ando na lida empurrando tropa
Levando na estampa um resto de pampa que ainda não se foi
E dentro d'alma, muitas rondas calmas com cheiro de pasto
Cortando distância, seguindo o rastro...
De um futuro incerto e de casco de boi.
Eu vou na frente pra achar boa aguada e pendura um "consumo"
O horizonte é o rumo da sina estradeira e sempre que se pode
Se desencilha, numa sombra grande, num jeitão gaúcho
Pra se "dá" o luxo de, vez por outra, "engraxá" o bigode.
O tempo arisco, já vem mermando na tarca dos dias
E a gadaria berrando triste, cansada da estrada
Mas menos mal que amanhã de tarde "entregamo" a tropa
E num trote chasqueiro, "largamo" de volta
"loco" de saudade da mulher amada.