Letra de Sob As Mangas do Aguaceiro - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Paleteada
02
Apaysanado
03
De Vida e Tempo
04
Crescente Macharrona
05
Das Volteadas de Uma Estância
06
Os "Loco" Lá da Fronteira
07
Milonga Maragata
08
Campo e Fé / Lá na Fronteira
09
Prego na Bota
10
Retrato de Pampa e Invernada
11
Sob As Mangas do Aguaceiro
12
No Rumo de Um Coração
13
Roçando as "Viria"
14
Zamba "de Mi Esperanza"
15
Bastos, Potros e Guitarras
16
Romance do Mascarado
17
Machaço Confronto
18
Da Alma de Dom Emílio
19
Cabanha Toro Passo
20
Pra Bailar de Cola Atada
21
Vida de Peão
Sob As Mangas do Aguaceiro
A manga calma se transforma em aguaceiro,
O chuvisqueiro desentoca um "campomar"
Que se tolda em cima dum baio-oveiro,
Com meu sombreiro que "tombeia" ao desaguar.
Fecho seis dias que eu lido no "alagado"
E o banhado já virou um "tremendal".
Onde é várzea se tornou tudo encharcado,
"campo dobrado", vertente de lamaçal.
Até a baeta do meu poncho está molhada,
Garra ensopada de varar passo e sanga.
O galpão virou um varal de arreios.
Oreando aperos enchaguados pela manga.
O gado berra nostalgeando tempo feio,
E a parelha do arreio calechou-se das basteiras.
Lombo molhado pra pisar foi bem ligeiro.
Ainda a força do potreiro ta de baixo da aguaceira.
Uma estiada negaceia por matreira,
Com cisma de caborteira vem escondendo a cara,
Do meu galpão sorvo as horas tramando tentos,
Desquinando pensamentos, remendando alguma garra.
Então me olvido empreitando esta faina
Pois a força divina já mais falha e nunca erra.
Talvez a chuva seja o adubo já gasto,
Que veio firma o pasto e larga uma graxa na terra
O chuvisqueiro desentoca um "campomar"
Que se tolda em cima dum baio-oveiro,
Com meu sombreiro que "tombeia" ao desaguar.
Fecho seis dias que eu lido no "alagado"
E o banhado já virou um "tremendal".
Onde é várzea se tornou tudo encharcado,
"campo dobrado", vertente de lamaçal.
Até a baeta do meu poncho está molhada,
Garra ensopada de varar passo e sanga.
O galpão virou um varal de arreios.
Oreando aperos enchaguados pela manga.
O gado berra nostalgeando tempo feio,
E a parelha do arreio calechou-se das basteiras.
Lombo molhado pra pisar foi bem ligeiro.
Ainda a força do potreiro ta de baixo da aguaceira.
Uma estiada negaceia por matreira,
Com cisma de caborteira vem escondendo a cara,
Do meu galpão sorvo as horas tramando tentos,
Desquinando pensamentos, remendando alguma garra.
Então me olvido empreitando esta faina
Pois a força divina já mais falha e nunca erra.
Talvez a chuva seja o adubo já gasto,
Que veio firma o pasto e larga uma graxa na terra