Letra de História dos Passarinhos - Gildo de Freitas
Lado A
01
Minha Vivenda
02
Definição do Grito
03
É Assim Que Eu Sou
04
Baile dos Cabeludos
05
Dizem Que o Poeta é Louco
06
Eu Reconheço Que Sou Um Grosso
Lado B
01
Sinais do Tempo
02
Definição das Pilchas
03
Sonhei Que Fui ao Céu
04
Cinco Comparações
05
Nós Somos Todos Iguais
06
História dos Passarinhos
História dos Passarinhos
Eu destinei um passeio
Domingo muito cedinho
Peguei o meu violão
E fui pro mato sozinho
Descobri uma figueira
Com os galhos cheios de ninhos
E passei a manhã inteira
Em baixo dessa figueira apreciando os passarinhos
Como eu tava achando lindo
O viver dos passarinhos
Se via perfeitamente
Vir com a fruta no biquinho
Se via quando eles davam no bico do filhotinho
E eu ali estava entertido
Com o viver tão divertido da vida desses bichinhos
Depois veio o negro velho e também trazia um negrinho
E este tinha uma gaiola e dentro dela um bichinho
Perguntei que bicho é este
Diz ele esse é um canarinho
Com este bicho que está aqui
Nas florestas por aí eu caço qualquer passarinho
Cantava que redobrava
Aquele pobre bichinho
Parece até que dizia: É triste eu viver sozinho... só porque eu fui procurar comida pros filhotinhos... e fui tirar desse alçapão... hoje eu estou nessa prisão e nunca mais fui no meu ninho
Aí eu fui recordando o que já me aconteceu
A muitos anos atrás que a polícia me prendeu
O juíz me condeno e depois de mim se esqueceu
E eu pelo rádio escutava quando os colegas cantava e aquilo me comoveu
Então eu fui perguntando quanto quer pelo bichinho
Respondeu ele eu não vendo
Eu cacei pra o meu filhinho
Porém saiu uma voz da boca do gurizinho
E a gaiola custo 10 quem me der 20 mil réis pode levar o passarinho
Comprei com gaiola e tudo para evitar discusão
E fui abrindo a portinha
E abrindo meu coração
E o bichinho foi saindo
E eu peguei meu violão
E num versinho eu fui dizendo
O que tu estava sofrendo eu já sofri na prisão
Quem vai caçar de gaiola
Pra ver os bichos na grade
Deveria ser punidos pelas mesma autoridade
Porque o coração dos bichos
Também conserva amizade
O lei tu faça o que puder
Mas os bichos também quer ter a mesma liberdade.
Domingo muito cedinho
Peguei o meu violão
E fui pro mato sozinho
Descobri uma figueira
Com os galhos cheios de ninhos
E passei a manhã inteira
Em baixo dessa figueira apreciando os passarinhos
Como eu tava achando lindo
O viver dos passarinhos
Se via perfeitamente
Vir com a fruta no biquinho
Se via quando eles davam no bico do filhotinho
E eu ali estava entertido
Com o viver tão divertido da vida desses bichinhos
Depois veio o negro velho e também trazia um negrinho
E este tinha uma gaiola e dentro dela um bichinho
Perguntei que bicho é este
Diz ele esse é um canarinho
Com este bicho que está aqui
Nas florestas por aí eu caço qualquer passarinho
Cantava que redobrava
Aquele pobre bichinho
Parece até que dizia: É triste eu viver sozinho... só porque eu fui procurar comida pros filhotinhos... e fui tirar desse alçapão... hoje eu estou nessa prisão e nunca mais fui no meu ninho
Aí eu fui recordando o que já me aconteceu
A muitos anos atrás que a polícia me prendeu
O juíz me condeno e depois de mim se esqueceu
E eu pelo rádio escutava quando os colegas cantava e aquilo me comoveu
Então eu fui perguntando quanto quer pelo bichinho
Respondeu ele eu não vendo
Eu cacei pra o meu filhinho
Porém saiu uma voz da boca do gurizinho
E a gaiola custo 10 quem me der 20 mil réis pode levar o passarinho
Comprei com gaiola e tudo para evitar discusão
E fui abrindo a portinha
E abrindo meu coração
E o bichinho foi saindo
E eu peguei meu violão
E num versinho eu fui dizendo
O que tu estava sofrendo eu já sofri na prisão
Quem vai caçar de gaiola
Pra ver os bichos na grade
Deveria ser punidos pelas mesma autoridade
Porque o coração dos bichos
Também conserva amizade
O lei tu faça o que puder
Mas os bichos também quer ter a mesma liberdade.