Letra de Em Nome da Espora, do Mango e do Tento - Ênio Medeiros
Disco A
01
Cavalo das Américas
02
Rosilha Cascavel
03
Bicho da Chuva
04
Vaneira do Plano Alto
05
Berro Do Potro Mau
06
Em Nome da Espora, do Mango e do Tento
07
Na Solidão do Meu Posto
08
Rodolfo Marques, o Ginete
09
De las Criollas de Allá
10
Entre o Cerro e a Lua
11
Amanhecer no Plano Alto
12
Versito da Estrela D'alva
Em Nome da Espora, do Mango e do Tento
O palanque é um templo, o aporreado é um altar
Onde o ginete se encontra com Deus pra amadrinhar
Na teologia campeira desta seita singular
Espora, mango e tento e dois anjos pra amadrinhar
Correm as varas da porteira em contraponto ao minuano
Estão chegando os ginetes que o povo estava esperando
Brasileiros, argentinos e uruguaios são hermanos
Unidos no amor ao solo, latino-americanos
Trazem presa nas retinas paisagem do seu rincão
Um breve santo no tento, nos lábios uma oração
Se o tombo é uma conseqüência, faz parte da profissão
Espora de sete dente' é só pra quem tem garrão
A gineteada é um culto na rude seita profana
As mais xucras tradições latino-americanas
São três palanques cravados, três símbolos, três valores
Num triângulo sagrado no oriente dos domadores
Dois mestres pros aporreados, monarcas e sentadores
O terceiro é enraizado no peito do Mota Flores
Se o palanque é um templo, o aporreado é o altar
Onde o ginete se encontra com seu Deus pra comungar
Na trilogia campeira desta seita singular
Espora, mango e tento e dois anjos pra amadrinhar
A gineteada é um culto na rude seita profana
As mais xucras tradições latino-americanas
(Letra: Jaime Brum Carlos | Música: Ênio Medeiros)