Letra de Reconhecimento - Leonardo
Disco A
01
O Analista de Perto de Bagé
02
O Maior dos Tios
03
Reconhecimento
04
Casinha Tosca
05
Xote Nativo
06
É Isso Que a Gente Gosta
07
Batismo de Sal
08
O Ligeira
09
Festa do Pinhão
10
Liberdade Pra Morrer
11
Gaudério Aprendiz
12
Aos Desgarrados do Pago
13
Canto Esperança
14
Rancheira do Namoro
15
Vida
16
Prosa
17
Bugiu Macho
Reconhecimento
Entre madrugada a dentro
Mateando e tomando trago
Mastigando um gosto amargo
De tristeza e abandono
Centenas de papeizinhos
Rabiscados de poesia
Contavam que eu me sentia
Mais triste que um cão sem dono.
É duro matear solito
Num rancho cheio de apegos
Tudo lembra dos aconchegos
Da china que a gente ama
E por mais que a gente se imponha
Nossa rudeza de macho
O pranto faz barbicachos
Molhando os lençóis da cama!
E é aí que a gente entende
A falta que a mulher faz -
Além da dar carinho
Sabe encontrar caminhos
Se a gente não foz capaz.
Amanheci chimarreando
Louco de sono e cansaço
Pensado no que eu faço
Sem companheira pra nada.
O rancho que ela cuidava
Com tanto gosto e capricho
Mais parecia um bolicho
Das farras da peonada.
Fui culpado da pendenga
Por grito, grosso e ciumento
E minha prenda um monumento
De apego e dignidade.
Pra ela volta de pressa
Fiz promessa, acendi velas
Que eu estou até as canelas
Num manancial de saudade.
Mateando e tomando trago
Mastigando um gosto amargo
De tristeza e abandono
Centenas de papeizinhos
Rabiscados de poesia
Contavam que eu me sentia
Mais triste que um cão sem dono.
É duro matear solito
Num rancho cheio de apegos
Tudo lembra dos aconchegos
Da china que a gente ama
E por mais que a gente se imponha
Nossa rudeza de macho
O pranto faz barbicachos
Molhando os lençóis da cama!
E é aí que a gente entende
A falta que a mulher faz -
Além da dar carinho
Sabe encontrar caminhos
Se a gente não foz capaz.
Amanheci chimarreando
Louco de sono e cansaço
Pensado no que eu faço
Sem companheira pra nada.
O rancho que ela cuidava
Com tanto gosto e capricho
Mais parecia um bolicho
Das farras da peonada.
Fui culpado da pendenga
Por grito, grosso e ciumento
E minha prenda um monumento
De apego e dignidade.
Pra ela volta de pressa
Fiz promessa, acendi velas
Que eu estou até as canelas
Num manancial de saudade.