Letra de Negro da gaita - Joca Martins
Disco A
01
Tertúlia
02
Florêncio Guerra
03
Guri
04
Gaudêncio sete luas
05
Negro da gaita
06
Entardecer
07
Sabe moço
08
Tropa de osso
09
Cordas e Espinhos
10
Não podemo se entregá pros home
11
Esquilador
12
Pedro Guará
13
Em cima do laço
14
Recuerdos da 28
15
Veterano
16
Tertúlia (bis)
17
Se houver cavalo crioulo
Negro da gaita
Mata o silêncio dos mates, a cordeona voz trocada
E a mão campeira do negro, passeando aveludada
Nos botões chora segredos, que ele juntou pela estrada.
Quando o negro abre essa gaita
Abre o livro da sua vida
Marcado de poeira e pampa
Em cada nota sentida.
Quando o pai que foi gaiteiro, desta vida se ausentou
O negro piá solitário, tal como pedra rolou
E se fez homem proseando, com a gaita que o pai deixou.
E a gaita se fez baú para causos e canções
Do negro que passa a vida, mastigando solidões
E vai semeando recuerdos, por estradas e galpões.
E a mão campeira do negro, passeando aveludada
Nos botões chora segredos, que ele juntou pela estrada.
Quando o negro abre essa gaita
Abre o livro da sua vida
Marcado de poeira e pampa
Em cada nota sentida.
Quando o pai que foi gaiteiro, desta vida se ausentou
O negro piá solitário, tal como pedra rolou
E se fez homem proseando, com a gaita que o pai deixou.
E a gaita se fez baú para causos e canções
Do negro que passa a vida, mastigando solidões
E vai semeando recuerdos, por estradas e galpões.