Letra de Marcas do Tempo - Nilton Ferreira

Marcas do Tempo

(Luiz Godinho/Nilton Ferreira)

Arrinconado no poncho da alma
Trançando cordas para os meus enleios
Comparo a vida ao meu doze-braças
Presa nos tentos dos meus devaneios
São pensamentos que viajam comigo
Quando me abanco pra pensar o tempo
Um mate novo pra avivar lembranças
Dessas andanças desquinando tentos

Um tempo antigo que não volta mais
Contemporâneo pra trançar de novo
Quanta saudade daqueles momentos
Tramando formas sem nenhum retovo

Me vou de tiro nesta estrada longa
Ainda tenho dois cavalos buenos
Um flete mouro com marcas do tempo
E um baio ruano do trotear sereno

Quem sabe, um dia, um piazito herdeiro
Desses campeiros hoje em extinção
Desquine idéias pra acender memórias
Trançando histórias em nossos galpões
Quantos gaúchos, ao matear quimeras
Revendo sonhos no tempo perdidos
Talvez não saibam que o bom da história
São as memórias que guardam consigo

Me vou de tiro nesta estrada longa...
Expressões Regionais nesta letra

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