Letra de Carteio da Vida - Telmo de Lima Freitas

Carteio da Vida

Milonga de meta e ponga,
Cheirando a chão de bailanta,
Milonga, flor de percanta,
Nos braços do tocador,
Milonga que o cantador,
Improvisando se exalta,
Botando envido mi'a falta
Já que ninguém canta flor.

Sou mais ou menos assim,
Milonga velha campeira,
Nunca cutuco bespeira
Quando estou desprevenido,
No truco sou "real envido",
Na primeira bato "fluz",
Pra tormenta faço cruz
De sal na minha soleira.

Nesse carteio da vida
Vou me domando sozinho,
Me acolherei com o pinho,
Querendo cada vez mais,
Aprendi nos "pajonais",
Tropeando antigos caprichos,
Lembrando antigos cambichos
Que não me deixam jamais.

Pra querer vivo no mundo,
Peleando nunca me rendo,
Quanto mais, sei mais aprendo,
Quanto mais perco, mais ganho,
Da vida, às vezes, apanho,
Mas não me entrego por nada,
Piso com jeito na estrada
Se o pago me for estranho.

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