Letra de História dos Passarinhos - Gildo de Freitas
Disco A
01
Rancho De Capim Barreado
02
Aventura de Um Gaúcho
03
Cantando Pra Lua
04
Saudades do Pago
05
Homenagem ao Rei da Trova
06
Três Amigos e uma Saudade
07
Mensagem Final
08
Cantando em Tua Memória
09
Eu Reconheço Que Sou Grosso
10
Sem Você Não Sou Feliz
11
Carreirada
12
Saudade de Minha Terra
13
Homenagem a Gildo de Freitas
14
Baile dos Cabeludos
15
História dos Passarinhos
16
Chimarreando Solita
História dos Passarinhos
Eu destinei um passeio
Domingo muito cedinho
Peguei o meu violão
E fui pra o mato sozinho
Descobri uma figueira
Com os galhos cheio de ninho
E passei a manhã inteira
Embaixo dessa figueira
Apreciando os passarinhos
Como eu tava achando lindo
O viver dos passarinhos
Se via perfeitamente
Vir com a fruta no biquinho
Se via quando eles davam
No bico do filhotinho
E eu ali estava entertido
Com o viver tão divertido
Da vida desses bichinhos
Depois veio o negro velho
E também trazia um negrinho
E este tinha uma gaiola
E dentro dela um bichinho
Perguntei que bicho é este
Diz ele este é um canarinho
Com este bicho que está aqui
Nas florestas por aí
Eu caço qualquer passarinho
Cantava que redobrava
Aquele pobre bichinho
Parece até que dizia:-
É triste eu viver sozinho...
Só porque eu fui procurar
Comida pra os filhotinhos...
E fui tirar desse alçapão...
Hoje eu estou nesta prisão
E nunca mais fui no meu ninho
Aí eu fui recordando
O que já me aconteceu
Há muitos anos atrás
Que a policia me prendeu
O juiz me condenou
E depois de mim se esqueceu
E eu pelo rádio escutava
Quando os colegas cantava
E aquilo me comoveu
Então eu fui perguntando
Quanto quer pelo bichinho
Respondeu ele eu não vendo
Eu cacei pra o meu filhinho
Porém saiu uma voz
Da boca do gurizinho
E a gaiola custou dez
Quem me der vinte mirreis
Pode levar o passarinho
Comprei com gaiola e tudo
Para evitar discussão
E fui abrindo a portinha
E abrindo meu coração
E o bichinho foi saindo
E eu peguei meu violão
E num versinho eu fui dizendo
O que tu estava sofrendo
Eu já sofri na prisão
Quem vai caçar de gaiola
Pra ver os bichos na grade
Deveria ser punidos
Pelas mesma autoridade
Porque o coração dos bicho
Também consagro amizade
O lei tu faça o que puder
Mas os bichos também quer
Ter a mesma liberdade
Domingo muito cedinho
Peguei o meu violão
E fui pra o mato sozinho
Descobri uma figueira
Com os galhos cheio de ninho
E passei a manhã inteira
Embaixo dessa figueira
Apreciando os passarinhos
Como eu tava achando lindo
O viver dos passarinhos
Se via perfeitamente
Vir com a fruta no biquinho
Se via quando eles davam
No bico do filhotinho
E eu ali estava entertido
Com o viver tão divertido
Da vida desses bichinhos
Depois veio o negro velho
E também trazia um negrinho
E este tinha uma gaiola
E dentro dela um bichinho
Perguntei que bicho é este
Diz ele este é um canarinho
Com este bicho que está aqui
Nas florestas por aí
Eu caço qualquer passarinho
Cantava que redobrava
Aquele pobre bichinho
Parece até que dizia:-
É triste eu viver sozinho...
Só porque eu fui procurar
Comida pra os filhotinhos...
E fui tirar desse alçapão...
Hoje eu estou nesta prisão
E nunca mais fui no meu ninho
Aí eu fui recordando
O que já me aconteceu
Há muitos anos atrás
Que a policia me prendeu
O juiz me condenou
E depois de mim se esqueceu
E eu pelo rádio escutava
Quando os colegas cantava
E aquilo me comoveu
Então eu fui perguntando
Quanto quer pelo bichinho
Respondeu ele eu não vendo
Eu cacei pra o meu filhinho
Porém saiu uma voz
Da boca do gurizinho
E a gaiola custou dez
Quem me der vinte mirreis
Pode levar o passarinho
Comprei com gaiola e tudo
Para evitar discussão
E fui abrindo a portinha
E abrindo meu coração
E o bichinho foi saindo
E eu peguei meu violão
E num versinho eu fui dizendo
O que tu estava sofrendo
Eu já sofri na prisão
Quem vai caçar de gaiola
Pra ver os bichos na grade
Deveria ser punidos
Pelas mesma autoridade
Porque o coração dos bicho
Também consagro amizade
O lei tu faça o que puder
Mas os bichos também quer
Ter a mesma liberdade