Letra de Na Boca da Cobra - Dionísio Costa
Disco A
01
Não é Bem Assim
02
A Dom Gildinho Monarca
03
Você Já Foi, Graças a Deus
04
Engasgado na Pistola
05
No Rio da Vida
06
Minha Paixão
07
Romance de Baile
08
Nasceu Um Gaúcho
09
Louco Por Vanera
10
Nos Braços da Fandangueira
11
Visita de Saudade
12
Tipo à Toa
13
Pra Campear Namoro
14
Proseando Com Meu Cavalo
15
A Te Procurar
16
Na Boca da Cobra
Na Boca da Cobra
(Dionísio Costa, José Claro)
Eu tô arranchado com uma coisa a toa
Uma certa pessoa que só me atrapalha
Tem o mau costume de viver na porta
Co’a língua que corta pior que navalha
Só pra bater beiço que ela sai da toca
Faz cada fofoca que até me arrepia
Falou pra vizinha que eu não sou tão macho
Que eu sou um borracho já sem serventía
De noite me abraça e diz que me ama
Suspira e me chama de doce de ‘abóbra’
De dia pra ela não passo de um tôngo
E eu sou um 'camundongo' na boca da cobra
Falou pro compadre que ela me sustenta
E já não aguenta viver com um jaguara
Que só não me larga pois não quer meu fim
Por pena de mim é que não se separa
Eu que pago a conta do vestido novo
E nem ‘fritá’ um ovo a dondoca é capaz
Tem que ter paciência e um saco de ouro
Pra ‘ouví’ os ‘desaforo' que a bruxa faz
Meu vizinho brabo, casou co’a Sofia
E agora ‘sis dia’ seu filho nasceu
Ela fez lambança pela redondeza
Que tinha certeza que o piá era meu
Piór que o piazinho é o meu focinho
Quase que o vizinho, me deu um sova
Se eu não deixar dela ninguém mais me ajuda
E essa linguaruda me manda pra cova
Eu tô arranchado com uma coisa a toa
Uma certa pessoa que só me atrapalha
Tem o mau costume de viver na porta
Co’a língua que corta pior que navalha
Só pra bater beiço que ela sai da toca
Faz cada fofoca que até me arrepia
Falou pra vizinha que eu não sou tão macho
Que eu sou um borracho já sem serventía
De noite me abraça e diz que me ama
Suspira e me chama de doce de ‘abóbra’
De dia pra ela não passo de um tôngo
E eu sou um 'camundongo' na boca da cobra
Falou pro compadre que ela me sustenta
E já não aguenta viver com um jaguara
Que só não me larga pois não quer meu fim
Por pena de mim é que não se separa
Eu que pago a conta do vestido novo
E nem ‘fritá’ um ovo a dondoca é capaz
Tem que ter paciência e um saco de ouro
Pra ‘ouví’ os ‘desaforo' que a bruxa faz
Meu vizinho brabo, casou co’a Sofia
E agora ‘sis dia’ seu filho nasceu
Ela fez lambança pela redondeza
Que tinha certeza que o piá era meu
Piór que o piazinho é o meu focinho
Quase que o vizinho, me deu um sova
Se eu não deixar dela ninguém mais me ajuda
E essa linguaruda me manda pra cova