Letra de Tarde de Chuva Num Quarto de Estância - Gujo Teixeira
Disco A
01
À Flor da Terra
02
Cuidando o Campo
03
Qualquer Domingo
04
Romance de Flor e Luna
05
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta
06
Batendo Água
07
Tô a Cavalo
08
Tapeando o Sombreiro
09
Na Invernada do Vento
10
Alma de Espelho de Rio
11
Por um Abraço
12
Há Tempos...
13
Resto de Fronteira
14
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância
15
Um Gaúcho Pega a Estrada
16
Alma de Ferro
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância
"Assim se passa esses dias,
Entre milongas ponteadas
Ouvindo a chuva bater
Contra as pedras da calçada."
Chapéu de copas batidas
Sem cabeças dependurados,
Olhando a chuva cair
Da aba larga dos telhados...
Um rádio velho, de mesa,
Com sua voz quase apagada,
Vai nos contando entre chiados
De casa e várzea alagadas...
Um calendário de datas
Nos conta os dias passados,
Com versos do velho Jayme
E cavalos desenhados.
Meus livros - tantos relidos...
Em suas folhas amarelas,
(Vão descansando seus versos
Na estante, junto à janela...)2x
Um freio novo sem boca
Botas sem pés e sem calos,
Um rebenque, um par de esporas,
Na espera dos cavalos.
Bancos com marca da estância
As mesmas que andam no couro,
Da gadaria espalhada
Dos fletes baios e mouros...
Vez em quando a chuva para
Na sua cisma de trovente,
Mas segue pingando sempre
Do cinamomo da frente...
E a janela sem moldura
Feito um quadro na parede
(E a chuva segue chovendo
Prá o campo matar a sede) 2x
Entre milongas ponteadas
Ouvindo a chuva bater
Contra as pedras da calçada."
Chapéu de copas batidas
Sem cabeças dependurados,
Olhando a chuva cair
Da aba larga dos telhados...
Um rádio velho, de mesa,
Com sua voz quase apagada,
Vai nos contando entre chiados
De casa e várzea alagadas...
Um calendário de datas
Nos conta os dias passados,
Com versos do velho Jayme
E cavalos desenhados.
Meus livros - tantos relidos...
Em suas folhas amarelas,
(Vão descansando seus versos
Na estante, junto à janela...)2x
Um freio novo sem boca
Botas sem pés e sem calos,
Um rebenque, um par de esporas,
Na espera dos cavalos.
Bancos com marca da estância
As mesmas que andam no couro,
Da gadaria espalhada
Dos fletes baios e mouros...
Vez em quando a chuva para
Na sua cisma de trovente,
Mas segue pingando sempre
Do cinamomo da frente...
E a janela sem moldura
Feito um quadro na parede
(E a chuva segue chovendo
Prá o campo matar a sede) 2x