Letra de À Flor da Terra - Gujo Teixeira
Disco A
01
À Flor da Terra
02
Cuidando o Campo
03
Qualquer Domingo
04
Romance de Flor e Luna
05
Por Onde Anda a Alma Inquieta do Poeta
06
Batendo Água
07
Tô a Cavalo
08
Tapeando o Sombreiro
09
Na Invernada do Vento
10
Alma de Espelho de Rio
11
Por um Abraço
12
Há Tempos...
13
Resto de Fronteira
14
Tarde de Chuva Num Quarto de Estância
15
Um Gaúcho Pega a Estrada
16
Alma de Ferro
À Flor da Terra
Cada vez que o sol desponta
Erguendo um rubro pañuelo
Minh'alma vai lá pra fora
Como uma estrela por sinuelo
E se perde nas coxilhas
E várzeas que sempre ando
Só se encontra ao fim da tarde
No galpão desencilhando.
Parece que a alma inteira
Tem sombras de corunilha
Por entre campos extensos
Floridos de maçanilha
Por certo também tem noites
Com o luzir de uma estrela
Aquerenciada aos olhos
De quem tem olhos pra vê-la
Vou transpassando meu tempo
E as ânsias redomonas
Num verso escrito à lápis
Sobre a caixa da cordeona
Me encontro num chamamé
Quando a saudade me bate
Ponteando a alma em floreios
Nos intervalos do mate.
Só quem já teve nas botas
Unhadas de japecanga
Epitangueiras floridas
Junto às barrancas da sanga
Consegue ter pela alma
Flores brancas e espinhos
E olhas d'água de campo
Pra seus extensos caminhos
Daí então à flor da terra
Onde o destino floresce
É que guardei uma imagem
Que o olhar jamais esquece
É que lá fora as manhãs
Tem som de gaita em floreio
E eu me vejo campereando
Pela invernada do meio.
Erguendo um rubro pañuelo
Minh'alma vai lá pra fora
Como uma estrela por sinuelo
E se perde nas coxilhas
E várzeas que sempre ando
Só se encontra ao fim da tarde
No galpão desencilhando.
Parece que a alma inteira
Tem sombras de corunilha
Por entre campos extensos
Floridos de maçanilha
Por certo também tem noites
Com o luzir de uma estrela
Aquerenciada aos olhos
De quem tem olhos pra vê-la
Vou transpassando meu tempo
E as ânsias redomonas
Num verso escrito à lápis
Sobre a caixa da cordeona
Me encontro num chamamé
Quando a saudade me bate
Ponteando a alma em floreios
Nos intervalos do mate.
Só quem já teve nas botas
Unhadas de japecanga
Epitangueiras floridas
Junto às barrancas da sanga
Consegue ter pela alma
Flores brancas e espinhos
E olhas d'água de campo
Pra seus extensos caminhos
Daí então à flor da terra
Onde o destino floresce
É que guardei uma imagem
Que o olhar jamais esquece
É que lá fora as manhãs
Tem som de gaita em floreio
E eu me vejo campereando
Pela invernada do meio.