Letra de Mordendo a Perna do Freio - Francisco Vargas
Disco A
01
Coice no Saco
02
Tem um Gato me Tentiando
03
Viver do Meu Pai
04
Sinto Orgulho de Ser Grosso
05
Engenheiro Sem Diploma
06
Saudando as Mães
07
Dando as Mãos pra Mulherada
08
O Bom Cabrito Não Berra
09
Já Está Solto Meu Cuiúdo
10
Tropeiro dos Pampas
11
Vermelho e Cabeçudo
12
Venta Rasgada
13
Sinto Orgulho do Que Sou
14
Dom Tranquilo
15
Trova em Preto e Branco
16
Rei do Volante
17
Xucro de Berço
18
Recordando a Infância
19
Percorrendo o Rio Grande
20
Mordendo a Perna do Freio
21
Fracassar Porque
Mordendo a Perna do Freio
Querência véia gaúcha por onde tranquito passo
Com o cargueiro dos anos paletiado no cansaço
Curtido de por e lama relando chuva e mormaço
Levanto de madrugada pra sentir o ar da manhã
Boto a chaleira na brasa num cerne de tarumã
E o galo branco abre o peito e na circa grita o tatã
Boto a orelha contra o vento ouço o minuano bufando
O gado desce a coxilha e a potrada relinchando
E é brabotião mês de agosto quando amanhece garoando
Olhando os verdes do campo tapado de serenal
Ouvindo o grito do peão pachola guasca bagual
Lidando com gado alçado atolado no lamaçal
Amo meu rancho de barro meu catle traçado a tento
Debaixo de uma carreta gosto de dormir ao relento
E admiro a natureza e as luzes do firmamento
Enquanto o mundo for mundo não há trabalho perdido
Tudo que tu planta colhe ditado bem conhecido
Vivo troteando esperança em corredor de chão batido
Me criei com benzimento, simpatia e chá caseiro
Comendo bóia em tigela sobre o clarão de um candeeiro
E assim que nasce se cria um caudilho galponeiro
Nasci, cresci vivo assim, me sinto bem onde apeio
Os fandango trovam o verso, danço, namoro, peleio
Já deixei china fogosa mordendo a perna do freio
Já deixei china fogosa mordendo a perna do freio
Com o cargueiro dos anos paletiado no cansaço
Curtido de por e lama relando chuva e mormaço
Levanto de madrugada pra sentir o ar da manhã
Boto a chaleira na brasa num cerne de tarumã
E o galo branco abre o peito e na circa grita o tatã
Boto a orelha contra o vento ouço o minuano bufando
O gado desce a coxilha e a potrada relinchando
E é brabotião mês de agosto quando amanhece garoando
Olhando os verdes do campo tapado de serenal
Ouvindo o grito do peão pachola guasca bagual
Lidando com gado alçado atolado no lamaçal
Amo meu rancho de barro meu catle traçado a tento
Debaixo de uma carreta gosto de dormir ao relento
E admiro a natureza e as luzes do firmamento
Enquanto o mundo for mundo não há trabalho perdido
Tudo que tu planta colhe ditado bem conhecido
Vivo troteando esperança em corredor de chão batido
Me criei com benzimento, simpatia e chá caseiro
Comendo bóia em tigela sobre o clarão de um candeeiro
E assim que nasce se cria um caudilho galponeiro
Nasci, cresci vivo assim, me sinto bem onde apeio
Os fandango trovam o verso, danço, namoro, peleio
Já deixei china fogosa mordendo a perna do freio
Já deixei china fogosa mordendo a perna do freio