Letra de Vermelho e Cabeçudo - Francisco Vargas
Disco A
01
Coice no Saco
02
Tem um Gato me Tentiando
03
Viver do Meu Pai
04
Sinto Orgulho de Ser Grosso
05
Engenheiro Sem Diploma
06
Saudando as Mães
07
Dando as Mãos pra Mulherada
08
O Bom Cabrito Não Berra
09
Já Está Solto Meu Cuiúdo
10
Tropeiro dos Pampas
11
Vermelho e Cabeçudo
12
Venta Rasgada
13
Sinto Orgulho do Que Sou
14
Dom Tranquilo
15
Trova em Preto e Branco
16
Rei do Volante
17
Xucro de Berço
18
Recordando a Infância
19
Percorrendo o Rio Grande
20
Mordendo a Perna do Freio
21
Fracassar Porque
Vermelho e Cabeçudo
Meu povão já está sabendo que eu sou grosso sem estudo
E fui muito criticado quando gravei o cuiudo -
Os puritanos do rio grande ficaram até carrancudo,
Mas no meu bolso eu botei um troco lindo e graúdo.
Deu pra comprar um puro sangue com jockei, cocheira e tudo
E a pão-de-ló é tratado
E por mim foi batizado de vermelho cabeçudo.
E quem montar no meu cavalo
Morre velho, não esquece
E é só enxergar mulher
Que o lombo do bicho endurece!
Com uma prenda na garupa ele sai troteando miúdo
Fica lerdo e desconfiado quando monta um cabeludo;
Até fala relinchando, não estorvo, nem te ajudo
E a eguada se apaixona da estampa do crinudo.
Quando passa pela rua mulherada param tudo
E uma magrinha de moto
Pediu pra tirar uma foto no lombo do cabeçudo.
Eu fui correr uma carreira com um fazendeiro papudo
E eu tinha um tordilho negro por apelido pacudo.
Rachei a cancha no meio e o velho ficou bicudo
Já quis comprar meu vermelho, me chamando de sortudo.
Quando eu vi entrou uns magrinhos parecido com os menudo
E um nativista de brinco
Ele e mais uns quatro ou cinco pra ginetear o cabeçudo.
Pra gente vencer na vida tem que ser meio carudo
Logo que eu vim da campanha me chamavam de bacudo.
Mais eu fui ficando esperto com promessas não me iludo
E esses dia eu vi um malandro levar uns quarenta cascudo,
Da sua própria mulher que lhe chamava de chifrudo.
Disse: - caco, tu me solta
Por que eu quero dar uma volta no lombo do cabeçudo.
E fui muito criticado quando gravei o cuiudo -
Os puritanos do rio grande ficaram até carrancudo,
Mas no meu bolso eu botei um troco lindo e graúdo.
Deu pra comprar um puro sangue com jockei, cocheira e tudo
E a pão-de-ló é tratado
E por mim foi batizado de vermelho cabeçudo.
E quem montar no meu cavalo
Morre velho, não esquece
E é só enxergar mulher
Que o lombo do bicho endurece!
Com uma prenda na garupa ele sai troteando miúdo
Fica lerdo e desconfiado quando monta um cabeludo;
Até fala relinchando, não estorvo, nem te ajudo
E a eguada se apaixona da estampa do crinudo.
Quando passa pela rua mulherada param tudo
E uma magrinha de moto
Pediu pra tirar uma foto no lombo do cabeçudo.
Eu fui correr uma carreira com um fazendeiro papudo
E eu tinha um tordilho negro por apelido pacudo.
Rachei a cancha no meio e o velho ficou bicudo
Já quis comprar meu vermelho, me chamando de sortudo.
Quando eu vi entrou uns magrinhos parecido com os menudo
E um nativista de brinco
Ele e mais uns quatro ou cinco pra ginetear o cabeçudo.
Pra gente vencer na vida tem que ser meio carudo
Logo que eu vim da campanha me chamavam de bacudo.
Mais eu fui ficando esperto com promessas não me iludo
E esses dia eu vi um malandro levar uns quarenta cascudo,
Da sua própria mulher que lhe chamava de chifrudo.
Disse: - caco, tu me solta
Por que eu quero dar uma volta no lombo do cabeçudo.