Letra de Menino de Rua - Flávio Mattes
Disco A
01
Conversa de Pai Pra Filho
02
Sonho de Um Poeta Pobre
03
O Velho e a Viola
04
O Que a Vida me Negou
05
Meu Amor, Sou Eu
06
Menino de Rua
07
Fio de Bigode
08
Menina Dengosa
09
Quando o Amor Acontece
10
Ponto Final
11
Trabalho Perfeito
12
Canção Pra um Grande Amigo
13
Ponto Fraco
14
Caquinho
15
Chega Pra Lá
16
Osso Duro de Roer
Menino de Rua
Flavio Mattes / Deva
Um dia chegou um menino de rua
Pedindo dinheiro pra comprar um pão
Mesmo eu tendo uns trocado no bolso
Mais que depressa eu disse que não.
Perguntei a ele se não tinha pai
Que pudesse dar-lhe alimentação
Ele olhou-me humildemente
E me respondeu com muita educação.
Seu moço o senhor já não é o primeiro
Que esta pergunta me faz toda hora
Por isso eu lhe peço que preste atenção
Na história que eu velho lhe contar agora
Meu pai deve ser um canalha perfeito
Por que homem que é homem na faz o que ele fez
Ele deixou mamãe comigo nos braços
E não veio me ver nem mesmo uma vez.
A pobre mamãe ao se ver tão sozinha
Pra me sustentar fez de tudo na vida;
Mas infelizmente depois de algum tempo
De tanto desgosto se atirou na bebida.
Não tendo ninguém que olhe por mim
E pequeno demais pra poder trabalhar
Só me resta pedir pra matar minha fome
Mesmo assim sem sempre consigo ganhar
Mas se deus quiser um dia vou ser grande
E nessa miséria vou por um fim
Só peço a Deus que de para meu pai
O dobro de tudo o que ele fez por mim.
Depois de contar-me a sua triste história
Seu nome e o de sua mãe eu então perguntei
Ao ouvir a resposta lhe abracei chorando
Pois naquele instante eu estava falando
Com o filho que um dia eu abandonei.
Um dia chegou um menino de rua
Pedindo dinheiro pra comprar um pão
Mesmo eu tendo uns trocado no bolso
Mais que depressa eu disse que não.
Perguntei a ele se não tinha pai
Que pudesse dar-lhe alimentação
Ele olhou-me humildemente
E me respondeu com muita educação.
Seu moço o senhor já não é o primeiro
Que esta pergunta me faz toda hora
Por isso eu lhe peço que preste atenção
Na história que eu velho lhe contar agora
Meu pai deve ser um canalha perfeito
Por que homem que é homem na faz o que ele fez
Ele deixou mamãe comigo nos braços
E não veio me ver nem mesmo uma vez.
A pobre mamãe ao se ver tão sozinha
Pra me sustentar fez de tudo na vida;
Mas infelizmente depois de algum tempo
De tanto desgosto se atirou na bebida.
Não tendo ninguém que olhe por mim
E pequeno demais pra poder trabalhar
Só me resta pedir pra matar minha fome
Mesmo assim sem sempre consigo ganhar
Mas se deus quiser um dia vou ser grande
E nessa miséria vou por um fim
Só peço a Deus que de para meu pai
O dobro de tudo o que ele fez por mim.
Depois de contar-me a sua triste história
Seu nome e o de sua mãe eu então perguntei
Ao ouvir a resposta lhe abracei chorando
Pois naquele instante eu estava falando
Com o filho que um dia eu abandonei.