Letra de Esses Meninos - Adair de Freitas
Disco A
01
De Já Hoje
02
Meu Canto
03
Coplas de Saudade
04
Mocito
05
Pra Falar do Zaino Estrela
06
Sem Diploma ou Pedigree
07
Vento Xucro
08
Polka do Cerro Chato
09
Cantiga de Esperança
10
Quando Chora Uma Cordeona
11
Previsão
12
Meu Ranchinho
Disco B
01
Palomas Postal da Pampa
02
Obrigado Guria
03
Pampeano
04
Coplas Para Um Tresnoitado
05
Romance de um Peão Posteiro
06
Pra Cantar o Rio Grande
07
Estância da Harmonia
08
Esses Meninos
09
Changueiro de Vida e Lida
10
Universo Campeiro
11
Segredo Antigo
12
Searas de Paz
Esses Meninos
Declamado:
Há um bando de pombos na praça esta tarde comendo migalhas das mãos das crianças.
Um quadro de vida, de paz e bonança, que as mãos do pintores não pintam nas telas.
Crianças sofridas de tantas mazelas que vivem das sobras que outros lhes dão.
As vezes somente um pedaço de pão que ainda repartem com os pombos da praça, pois sao feito anjos, repleto de graça, iguais a essas aves que pedem pra elas.
Um bando de pombos. Um bando de anjos.
Os pombos tem asas e sabem onde vão.
Os anjos crianças não saem do chão.
E voam somente nos sonhos felizes do sono gelado do chão das marquizes que os faz prisioneiros das trevas da luz.
Um bando de pombos. Um bando de anjos.
Os pombos tem casa na torre da igreja.
Não bebem do fél que a pobreza despeja e do vento que sopra não sofrem os açoites.
As portas da igreja não abrem de noite e Deus está preso no alto da cruz.
Cantado:
Esses meninos são trajosos do subúrbio
Que nas esquinas da cidade fazem ponto
São meus irmãos na esperança de outro mundo
Capaz de nos brindam com seus encantos
Esses meninos que se espalham pelas ruas
E não dispõem da alegria de um brinquedo
(São meus irmãos no desejo de um abraço
E só pretendem ir á escola e não ter medo)
Esses meninos prisioneiros da incerteza
Que desde cedo gastam lágrimas sentidas
São meus irmãos na cruzada dos afetos
Para ganharmos mais espaço nessa vida
Esses meninos, meus meninos, seus meninos
Que já perderam a ternura da inoscência
São meus irmãos, são teus irmãos e nos acenam
Pedindo as chaves das algemas da violência
Esses meninos carregados de ansiedade
Que nos esgotos fazem casa pra morar
São meus irmãos na esperança de um futuro
Onde os pobres também possam se salvar
Esses meninos desprezados do sistema
Que nas vitrinas martirizam o olhar
(São meus irmãos na defesa da igualdade
Que nos garanta o direito de sonhar)
Há um bando de pombos na praça esta tarde comendo migalhas das mãos das crianças.
Um quadro de vida, de paz e bonança, que as mãos do pintores não pintam nas telas.
Crianças sofridas de tantas mazelas que vivem das sobras que outros lhes dão.
As vezes somente um pedaço de pão que ainda repartem com os pombos da praça, pois sao feito anjos, repleto de graça, iguais a essas aves que pedem pra elas.
Um bando de pombos. Um bando de anjos.
Os pombos tem asas e sabem onde vão.
Os anjos crianças não saem do chão.
E voam somente nos sonhos felizes do sono gelado do chão das marquizes que os faz prisioneiros das trevas da luz.
Um bando de pombos. Um bando de anjos.
Os pombos tem casa na torre da igreja.
Não bebem do fél que a pobreza despeja e do vento que sopra não sofrem os açoites.
As portas da igreja não abrem de noite e Deus está preso no alto da cruz.
Cantado:
Esses meninos são trajosos do subúrbio
Que nas esquinas da cidade fazem ponto
São meus irmãos na esperança de outro mundo
Capaz de nos brindam com seus encantos
Esses meninos que se espalham pelas ruas
E não dispõem da alegria de um brinquedo
(São meus irmãos no desejo de um abraço
E só pretendem ir á escola e não ter medo)
Esses meninos prisioneiros da incerteza
Que desde cedo gastam lágrimas sentidas
São meus irmãos na cruzada dos afetos
Para ganharmos mais espaço nessa vida
Esses meninos, meus meninos, seus meninos
Que já perderam a ternura da inoscência
São meus irmãos, são teus irmãos e nos acenam
Pedindo as chaves das algemas da violência
Esses meninos carregados de ansiedade
Que nos esgotos fazem casa pra morar
São meus irmãos na esperança de um futuro
Onde os pobres também possam se salvar
Esses meninos desprezados do sistema
Que nas vitrinas martirizam o olhar
(São meus irmãos na defesa da igualdade
Que nos garanta o direito de sonhar)