Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Pra Quem Amarga um Mate

Álvaro Neves · Sempre Teu · Milonga

Capa de Sempre Teu
Álvaro Neves

Pra Quem Amarga um Mate

Sempre Teu · 2018
Álvaro Neves Sorvi meu mate e nem bem a aurora Como quem não demora, veio se aproxegar E a brisa orvalhada, do verde do campo Traz pro rancho, acalanto, com sereno no ar O rio, lento e manso, sacia a sede Do flete de encilha, pastando no chão E o vento pampeiro, me trouxe a geada Me molha os olhos e esfria o meu coração Quem pode dizer, aonde estará O amor que eu vi e que ninguem mais verá? Se a prenda se foi, só posso dizer Que o rancho está, ainda sem bem querer E o catre vazio, não é de ninguém Se não da morena, que um dia, quem sabe não vem?... Quando a tarde cabloca de um cinza tão fundo Se encerra no mundo, eu a sinto chegar Montada no flete, plantando sorriso Com seu olhar preciso, tão trigueiro a mirar A vejo com a cuia morena do mate Que com a aurora, meu peito esquentou Se sorvo tão quieto, em manhãs tão solito Devo ao gosto lavado, do mate que a muito amargou
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