Letra de Da Xucreza do Meu Canto - Pátria Sulina
Da Xucreza do Meu Canto
Letra e Música: Rogério Villagran
Um chapéu de aba tapeada
Um par de esporas choronas
Um sonido de bordona
Se golpeando na encordada
Um baio de boca atada
Delgadito e redomão
Que, com nojo, pisa o chão
Se embalando nas ponteadas
Um laço de doze braças
Um sovéu de três ramal
A firmeza de um buçal
Que agüenta depois que abraça
Um grito que se adelgaça
Junto ao fiador de um rodeio
Volteando, num sarandeio
A lida bruta e machaça
Uma tropilha de mouros
Um largo grito de forma
Quem conhece, sabe as normas
E não refuga o estouro
Uma parelha de touros
Que bate guampa e forceja
Abre cova nas carquejas
Ergue poeira nos paradouros
Uma lida de mangueira
Numa tarde de mormaço
Uma noite pra o compasso
De milonga e de vaneira
Uma china candongueira
Com olhar de primavera
Dessas que boleia o qüera
Com manhas de feiticeira
Um rancho de estampa rude
De pau-a-pique barreado
Com santa-fé bem quinchado
É pampa e não há quem mude
Um galpão, na sua quietude
Que abriga almas de estância
E, às vezes, revela ânsias
As que tive e as que não pude
O entardecer colorado
O romper de madrugada
A lua, na água, espelhada
E o sol, no céu, palanqueado
Isto é o que eu tenho cantado
E à minha pátria eu garanto
Que o xucrismo do meu canto
Ficará sempre aporreado
Um chapéu de aba tapeada
Um par de esporas choronas
Um sonido de bordona
Se golpeando na encordada
Um baio de boca atada
Delgadito e redomão
Que, com nojo, pisa o chão
Se embalando nas ponteadas
Um laço de doze braças
Um sovéu de três ramal
A firmeza de um buçal
Que agüenta depois que abraça
Um grito que se adelgaça
Junto ao fiador de um rodeio
Volteando, num sarandeio
A lida bruta e machaça
Uma tropilha de mouros
Um largo grito de forma
Quem conhece, sabe as normas
E não refuga o estouro
Uma parelha de touros
Que bate guampa e forceja
Abre cova nas carquejas
Ergue poeira nos paradouros
Uma lida de mangueira
Numa tarde de mormaço
Uma noite pra o compasso
De milonga e de vaneira
Uma china candongueira
Com olhar de primavera
Dessas que boleia o qüera
Com manhas de feiticeira
Um rancho de estampa rude
De pau-a-pique barreado
Com santa-fé bem quinchado
É pampa e não há quem mude
Um galpão, na sua quietude
Que abriga almas de estância
E, às vezes, revela ânsias
As que tive e as que não pude
O entardecer colorado
O romper de madrugada
A lua, na água, espelhada
E o sol, no céu, palanqueado
Isto é o que eu tenho cantado
E à minha pátria eu garanto
Que o xucrismo do meu canto
Ficará sempre aporreado