Letra de Aluado - Jari Terres
Disco A
01
Quando Golpeio na Trança
02
Lado a Lado
03
Pra Aquela Flor no Cabelo
04
Respeito
05
Rincão Bonito
06
Gaiteiro de Fronteira
07
Rédeas
08
Se um Dia Eu Me For
09
Zambita que Dejaste Tu
10
Minhas Esporas de Ferro
11
Pra Escutar Minhas "Vanera" Lá Fora
12
Balcão de Pulperia
13
Versos de Toda a Crina
14
Aluado
15
Andejo
Aluado
Domei um baio cebruno
Pra “pecha” um temporal
De caráter duvidoso
Mescla de açúcar com sal
Com vinte e um dias de rédea
Já “escumava” no bocal
Volta e meia ele sacode
Meu paysandu oriental
Parece diabo se inventa
Se “arrastá” meio por farra
Outrora me largou manco
Vendendo tudo minhas garras
Mostra a pimenta dos “zoio”
Enruga o lombo e dispara
E esquece o mundo berrando
Manoteando a própria cara.
Por isso chamo aluado
Alma de fraco ou de forte
É tigre fora da jaula
Toreando a vida com a morte
Coiceia a sombra do cusco
Se o relho canta sua sorte
E muda junto com a lua
Nos dias de vento norte
De vez em quando é um cachorro
Do andar das minhas crianças
Larga num trote pro campo
Sereno até na sua estampa
Se assusta com as carqueja
Que com o vento balança
E tenteia a bóia do dia
No cocho da vaca mansa
Quem olha o baio cebruno
Cortando várzea no meio
Pisando o pasto nativo
Com as quatro patas de esteio
Por certo chama a atenção
Meu pingo jogando o freio
Que domei nessa fronteira
Pra ser querência do arreio.
Por isso chamo aluado
Alma de fraco ou de forte
É tigre fora da jaula
Toreando a vida com a morte
Coiceia a sombra do cusco
Se o relho canta sua sorte
E muda junto com a lua
Nos dias de vento norte
Pra “pecha” um temporal
De caráter duvidoso
Mescla de açúcar com sal
Com vinte e um dias de rédea
Já “escumava” no bocal
Volta e meia ele sacode
Meu paysandu oriental
Parece diabo se inventa
Se “arrastá” meio por farra
Outrora me largou manco
Vendendo tudo minhas garras
Mostra a pimenta dos “zoio”
Enruga o lombo e dispara
E esquece o mundo berrando
Manoteando a própria cara.
Por isso chamo aluado
Alma de fraco ou de forte
É tigre fora da jaula
Toreando a vida com a morte
Coiceia a sombra do cusco
Se o relho canta sua sorte
E muda junto com a lua
Nos dias de vento norte
De vez em quando é um cachorro
Do andar das minhas crianças
Larga num trote pro campo
Sereno até na sua estampa
Se assusta com as carqueja
Que com o vento balança
E tenteia a bóia do dia
No cocho da vaca mansa
Quem olha o baio cebruno
Cortando várzea no meio
Pisando o pasto nativo
Com as quatro patas de esteio
Por certo chama a atenção
Meu pingo jogando o freio
Que domei nessa fronteira
Pra ser querência do arreio.
Por isso chamo aluado
Alma de fraco ou de forte
É tigre fora da jaula
Toreando a vida com a morte
Coiceia a sombra do cusco
Se o relho canta sua sorte
E muda junto com a lua
Nos dias de vento norte