Letra de Balanço de Gaita - Claudir Gomes

Balanço de Gaita

Autores: Paulo Ricardo Costa e Claudir Gomes

Este balanço tem a marca da querência
A fluorescência de um toque galponeiro
Tem a grandeza d Rio Grande que amanhece
E se faz prece pela alma dos campeiros

Este balanço tem a vida nas cordeonas
Que as querendonas enciumadas se arreliam
Tem a estampa de um bagual quando se pega
Que não se entrega e não se entrega pro modismo de hoje em dia

Este balanço que é a marca do Rio Grande
Está no sangue destes tauras tocadores
Que fazem a vida pelos palcos mundo afora
Fazendo história pela boca dos cantores

Este balanço tem cheiro de picumã
De um tarumã que se finda pelas brasas
Tem a leveza da prenda que sarandeia
E volte e meia se adona até das casas

Este balanço que tem arrtte e cadsência
A consciência do verso mais campeiro
Vem ao tranquito na sombra da lua cheia
E se faz floreio prum farrancho galponeiro

Este balanço que é a marca do Rio Grande
Está no sangue destes tauras tocadores
Que fazem a vida pelos palcos mundo afora
Fazendo história pela boca dos cantores

Este balanço que se chega pela sala
Às vezes fala dos amores conquistados
Traz a saudade de alguém que nos espera
Pelas taperas de um peito apaixonado

Este balanço tem de tudo que eu preciso
É o meu juízo nas horas da solidão
Quando a tristeza se potra redomona
Só uma cordeona para aliviar meu coração

Este balanço que é a marca do Rio Grande
Está no sangue destes tauras tocadores
Que fazem a vida pelos palcos mundo afora
Fazendo história pela boca dos cantores

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CD 2013
Claudir Gomes
No Compasso da Vaneira