Letra de Décima do Potro Baio - Fogo de Chão
Fogo de Chão
CD Coletânea 1998
Disco A
01
No Salão do Anastácio
02
Barranca e Fronteira
03
Ronco do Bugio
04
Debulhando Milho
05
Sapecando a Vaneira
06
Canto de Alerta
07
Bugio do Tio Cacaca
08
Gaúcho
09
Esquadrilha da Fumaça
10
Parceiros
11
Estilo Campeiro
12
Maria Morena
13
Décima do Potro Baio
14
Protesto
15
Moreninha dos Meus Olhos
16
Tributo ao Chimarrão
17
Malaquia
18
Recuerdos e Saudades
19
Canto a Curitibanos
Décima do Potro Baio
Eu sai pela fronteira
Ver negócios de importância
E pra ver se me ajustava
De capataz de estância
Cheguei lá e me ajustei
Onde havia uma potrada
Onde havia um bagual baio
Respeitando da peonada
Baio da venta rasgada
Carunchado nos "currilho"
Foi o que mais me agradou
Pra sentar o meu lombilho
Pra "encilhá" o venta rasgada
Custou uma barbaridade
Baixou a cabeça na estância
Foi levantar na cidade
Da estância para ciade
Regulava légua e meia
Onde o baio se acalmou
Foi na venda do "gouvêa"
Eu apeei lá no "gouvêa"
Pra tomar uns trago de vinho
Depois belisquei o baio
Desde a marca inté o fucinho
E este baio corcoveava
Mesmo que boi tafoneiro
Pois já estava acostumado
A corcovear o dia inteiro
Bombeei prá o oitão dum rancho
Vi uma prenda me espiando
E baio não via nada
Continuava corcoveando
Menina, minha menina
Me agarra se não eu caio
Que eu já venho sufocado
No balanÇo deste baio
Com uma espora sem roseta
E outra sem papagaio
Se as duas tivessem boas
Que seria deste baio
Quase arrebentei um pulso
E as duas canas do braço
Deixei o baio bordado
De tanto espora e mangaço
Um dia deixei a estância
E fui cumprir minha sina
Mas o baio ficou manso
Inté pra um selim de china.
Ver negócios de importância
E pra ver se me ajustava
De capataz de estância
Cheguei lá e me ajustei
Onde havia uma potrada
Onde havia um bagual baio
Respeitando da peonada
Baio da venta rasgada
Carunchado nos "currilho"
Foi o que mais me agradou
Pra sentar o meu lombilho
Pra "encilhá" o venta rasgada
Custou uma barbaridade
Baixou a cabeça na estância
Foi levantar na cidade
Da estância para ciade
Regulava légua e meia
Onde o baio se acalmou
Foi na venda do "gouvêa"
Eu apeei lá no "gouvêa"
Pra tomar uns trago de vinho
Depois belisquei o baio
Desde a marca inté o fucinho
E este baio corcoveava
Mesmo que boi tafoneiro
Pois já estava acostumado
A corcovear o dia inteiro
Bombeei prá o oitão dum rancho
Vi uma prenda me espiando
E baio não via nada
Continuava corcoveando
Menina, minha menina
Me agarra se não eu caio
Que eu já venho sufocado
No balanÇo deste baio
Com uma espora sem roseta
E outra sem papagaio
Se as duas tivessem boas
Que seria deste baio
Quase arrebentei um pulso
E as duas canas do braço
Deixei o baio bordado
De tanto espora e mangaço
Um dia deixei a estância
E fui cumprir minha sina
Mas o baio ficou manso
Inté pra um selim de china.