Letra de Meu Cavalo, Meu Amigo - Os Serranos
Disco A
01
Batendo Caco
02
Bailes dos Serranos
03
Meu Cavalo, Meu Amigo
04
Abraço Eterno
05
Um Grito a Gildo de Freitas
06
Na Levada do Fole
07
Inverno Serrano
08
Domador Apaixonado
09
Canarinho
10
Pra Escutar Minhas Vaneiras Lá Fora
11
Vaneira do Tio Niva
12
Meu Laço
13
Domador Por Vocação
14
Rodeio do Peito
15
Alma no Arreio
16
N'algum Fundão de Invernada
Meu Cavalo, Meu Amigo
"O patrão da eternidade,
É um tropeiro de luxo,
Fez do sul a nossa querência,
Criou o cavalo e o gaúcho."
No lombo do meu cavalo
Me sinto um rei no trono
O meu flete me obedece
Tem respeito pelo dono
Fui eu mesmo quem domei
Aproveitando talento
Que a história do meu cavalo
É um fato que eu lamento
Foi num dia de rodeio
Chovia barbaridade
Meu pingo rodou comigo
Quebrou perna na metade
Saltei de cima do potro
Que ficou alí no chão
Me olhando e esperando
Pela sua execução.
"quando um cavalo se quebra,
Matar o animal é o jeito,
Mas acabar com um amigo de arreio,
Eu nunca achei isso direito."
O povo todo gritando
Presenciava o momento
Dizia: mate o animal e acabe com o sofrimento
Eu olhava pro cavalo
O cavalo olhava pra mim
E a dor que ele sentia
Parecia doer em mim.
Eu abracei o meu pingo
E ajudei a levantá-lo
O povo todo pedindo
Que eu matasse o meu cavalo
Eu senti naquele instante
Quando amigo era meu potro
Mas amigo que é amigo
Não tira a vida do outro.
"dois amigos que se entendem,
Na verdadeira amizade,
O gaúcho e o cavalo,
São amigos de verdade."
Levei o potro pra estância
Cuidei dele feito gente
Amizade verdadeira não se acaba no acidente
Hoje quando eu vou pra lida
Noutro pingo galopando
Escuto lá na cocheira o meu potro relinchando.
É a forma que o meu cavalo
Num sentimento profundo
Me agradece pelo gesto
De tê-lo deixado no mundo
Não monto mais meu cavalo
É verdade eu lhes digo
Ele vai morrer de velho
Ninguém mata o meu amigo.
É um tropeiro de luxo,
Fez do sul a nossa querência,
Criou o cavalo e o gaúcho."
No lombo do meu cavalo
Me sinto um rei no trono
O meu flete me obedece
Tem respeito pelo dono
Fui eu mesmo quem domei
Aproveitando talento
Que a história do meu cavalo
É um fato que eu lamento
Foi num dia de rodeio
Chovia barbaridade
Meu pingo rodou comigo
Quebrou perna na metade
Saltei de cima do potro
Que ficou alí no chão
Me olhando e esperando
Pela sua execução.
"quando um cavalo se quebra,
Matar o animal é o jeito,
Mas acabar com um amigo de arreio,
Eu nunca achei isso direito."
O povo todo gritando
Presenciava o momento
Dizia: mate o animal e acabe com o sofrimento
Eu olhava pro cavalo
O cavalo olhava pra mim
E a dor que ele sentia
Parecia doer em mim.
Eu abracei o meu pingo
E ajudei a levantá-lo
O povo todo pedindo
Que eu matasse o meu cavalo
Eu senti naquele instante
Quando amigo era meu potro
Mas amigo que é amigo
Não tira a vida do outro.
"dois amigos que se entendem,
Na verdadeira amizade,
O gaúcho e o cavalo,
São amigos de verdade."
Levei o potro pra estância
Cuidei dele feito gente
Amizade verdadeira não se acaba no acidente
Hoje quando eu vou pra lida
Noutro pingo galopando
Escuto lá na cocheira o meu potro relinchando.
É a forma que o meu cavalo
Num sentimento profundo
Me agradece pelo gesto
De tê-lo deixado no mundo
Não monto mais meu cavalo
É verdade eu lhes digo
Ele vai morrer de velho
Ninguém mata o meu amigo.