Letra de Deu Caruncho no Namoro - Jorge Santos
Disco A
01
Isto é Rio Grande
02
Vaneirinha Do Sufoco ( Participação Especial - João Carlos Portella )
03
Levando o Sul nos Arreios (Participação especial Walther Moraes)
04
Balseiros do Rio Uruguai
05
Zóio Verde
06
Romance do Guampa Cheia
07
Guri
08
Bobeou, Perdeu
09
Resto de campo
10
A Distância
11
Cuera Campeiro
12
O Amor e o Tempo
13
Romance de Baile
14
Visita de um Anjo
15
Deu Caruncho no Namoro
16
Taureando Tua Ausência
17
Amor de Verão
Deu Caruncho no Namoro
(Dionísio Costa)
Pra um índio pobre tá bem ruim de 'namorá'
Não dá nem pra 'disfarçá', quando não tem um vintém
Que a mulherada tá pior que perdigueiro
Conhece até pelo cheiro, se a gente tem ou não tem
Eu esses 'dia' andei bancando o cuiúdo
Num jeitão de quem tem tudo, num bailão firmei o tranco
Pra uma guria atochei que eu era estancieiro
E pra guardar o meu dinheiro faltava espaço no banco
Ai, deu caruncho no namoro, bateu a sede na prenda
Mas pra gastar minha renda, só se eu voltasse de à pé
Ai, deu caruncho no namoro, mesmo não sendo tão feio
Fiquei babando no freio, sem dinheiro e sem 'muié'
Diz o ditado quem espera sempre alcança
Ando cheio de esperança e não chóve na minha horta
Pra um achêgo, não acho nem uma tonta
Só incomodação e conta, vêm bater na minha porta
Andei tenteando a filha da dona rita
Que não é muito bonita e é pelada que nem eu
Mas como anda campeando quem tem uns 'pila
Pra 'metê' o pé da vila, nem bom dia ela me deu
Ai, deu caruncho no namoro, pra pelado é muito arisca
Atirei a minha isca, mas nem balançou a linha
Ai, deu caruncho no namoro, ela disse pra quitéria
Pra 'ajuntà' duas misérias, é melhor 'ficá' sozinha
Pela melhora eu já esperei um eito
Ser pobre não é defeito, mas ninguém quer a pobreza
Trabalho muito, pra 'ganhá' um trôco nanico
Só pensando em 'ficá' rico, pra sair dessa maleza
A sebastiana mulambenta e desdentada
Passou bem refestelada, me amostrando o imbigo
Disse que a tempo eu andava no sonho dela
E se eu desse uns dentes pra ela, já se amasiava comigo
Ai, deu caruncho no namoro, ela tá bancando a viva
Vai ficar só na gengiva, pouco importa o que ela sonha
Ai, deu caruncho no namoro, não tenho nem pra uma pura
E só quem dá dentadura, é candidato sem vergonha
Pra um índio pobre tá bem ruim de 'namorá'
Não dá nem pra 'disfarçá', quando não tem um vintém
Que a mulherada tá pior que perdigueiro
Conhece até pelo cheiro, se a gente tem ou não tem
Eu esses 'dia' andei bancando o cuiúdo
Num jeitão de quem tem tudo, num bailão firmei o tranco
Pra uma guria atochei que eu era estancieiro
E pra guardar o meu dinheiro faltava espaço no banco
Ai, deu caruncho no namoro, bateu a sede na prenda
Mas pra gastar minha renda, só se eu voltasse de à pé
Ai, deu caruncho no namoro, mesmo não sendo tão feio
Fiquei babando no freio, sem dinheiro e sem 'muié'
Diz o ditado quem espera sempre alcança
Ando cheio de esperança e não chóve na minha horta
Pra um achêgo, não acho nem uma tonta
Só incomodação e conta, vêm bater na minha porta
Andei tenteando a filha da dona rita
Que não é muito bonita e é pelada que nem eu
Mas como anda campeando quem tem uns 'pila
Pra 'metê' o pé da vila, nem bom dia ela me deu
Ai, deu caruncho no namoro, pra pelado é muito arisca
Atirei a minha isca, mas nem balançou a linha
Ai, deu caruncho no namoro, ela disse pra quitéria
Pra 'ajuntà' duas misérias, é melhor 'ficá' sozinha
Pela melhora eu já esperei um eito
Ser pobre não é defeito, mas ninguém quer a pobreza
Trabalho muito, pra 'ganhá' um trôco nanico
Só pensando em 'ficá' rico, pra sair dessa maleza
A sebastiana mulambenta e desdentada
Passou bem refestelada, me amostrando o imbigo
Disse que a tempo eu andava no sonho dela
E se eu desse uns dentes pra ela, já se amasiava comigo
Ai, deu caruncho no namoro, ela tá bancando a viva
Vai ficar só na gengiva, pouco importa o que ela sonha
Ai, deu caruncho no namoro, não tenho nem pra uma pura
E só quem dá dentadura, é candidato sem vergonha