Letra de Milonga Abaixo De Mau Tempo - Marcello Caminha
Disco A
01
Batendo Água
02
Sétima Do Pontal
03
Baile De Candeeiro
04
Em Cima Do Laço
05
Alguém Distante
06
Lá Na Fronteira
07
Vento Negro
08
Canto Alegretense
09
Céu, Sol, Sul, Terra E Cor
10
Esquilador
11
Veterano
12
Milonga Abaixo De Mau Tempo
13
Quando O Verso Vem Pras Casas
14
Cabanha Touro Passo
15
Assim No Más
16
Milonga Em Preto E Branco
17
Estrada Do Sonho
18
Taquito Militar
19
La Cumparsita
20
Hino Rio-Grandense
Milonga Abaixo De Mau Tempo
Coisa esquisita, a gadaria toda
penando a dor do mango com o focinho n´água
o campo alagado nos obriga à reza
no ofício de quem leva pra enlutar as mágoas
o olhar triste do gado, atravessando o rio
a baba dos cansados afogando a volta
a manha de quem berra no capão do mato
e o brado de quem cerca repontando a tropa
agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
a enchente anda danada molestando o pasto
ao passo que descampa a pampa dos mirréis
e a bóia que se come, retrucando o tempo
aparta no rodeio a solidão local
pealando mal e mal o que a razão quiser
amada...
me deu saudade
me fala que a égua tá prenha,
que o porco tá gordo,
que o baio anda solto
e que toda cuscada lá em casa comeu...
coisa mais sem sorte esta peste medonha
curando os mais bichados, deu febre no gado
não fosse a chuvarada se metendo a besta
traria mil cabeças com a bênção do pago
dei falta da santinha limpando os peçuelos
e do terço de tentos, nas preces sinuelas
logo em seguidinha é semana santa
vou cego pra barranca, e só depois vou vê-la
agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
a enchente anda danada molestando o pasto
ao passo que descampa a pampa dos mirréis
e a bóia que se come, retrucando o tempo
aparta no rodeio a solidão local
pealando mal e mal o que a razão quiser
amada...
me deu saudade
me fala que a égua tá prenha,
que o porco tá gordo,
que o baio anda solto
e que toda cuscada lá em casa comeu...
amada...
penando a dor do mango com o focinho n´água
o campo alagado nos obriga à reza
no ofício de quem leva pra enlutar as mágoas
o olhar triste do gado, atravessando o rio
a baba dos cansados afogando a volta
a manha de quem berra no capão do mato
e o brado de quem cerca repontando a tropa
agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
a enchente anda danada molestando o pasto
ao passo que descampa a pampa dos mirréis
e a bóia que se come, retrucando o tempo
aparta no rodeio a solidão local
pealando mal e mal o que a razão quiser
amada...
me deu saudade
me fala que a égua tá prenha,
que o porco tá gordo,
que o baio anda solto
e que toda cuscada lá em casa comeu...
coisa mais sem sorte esta peste medonha
curando os mais bichados, deu febre no gado
não fosse a chuvarada se metendo a besta
traria mil cabeças com a bênção do pago
dei falta da santinha limpando os peçuelos
e do terço de tentos, nas preces sinuelas
logo em seguidinha é semana santa
vou cego pra barranca, e só depois vou vê-la
agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
a enchente anda danada molestando o pasto
ao passo que descampa a pampa dos mirréis
e a bóia que se come, retrucando o tempo
aparta no rodeio a solidão local
pealando mal e mal o que a razão quiser
amada...
me deu saudade
me fala que a égua tá prenha,
que o porco tá gordo,
que o baio anda solto
e que toda cuscada lá em casa comeu...
amada...