Letra de Na Alma do Nativismo - Miro Saldanha

Na Alma do Nativismo

Venho sovado de estrada,
Curtido de poeira e tempo;
Meio a cabresto do vento,
No lombo das madrugadas.
Na garupa do meu ruano,
Só o violão por parceria;
Pr’a duetar melodias
Com o sopro do minuano.

REFRÃO

E, num bordonear campeiro,
Faço honra à tradição;
Num canto de gratidão
À pampa que sou herdeiro;
Pois meu verso vem do campo,
Surrado das invernadas;
Na rima, traz irmanada
A pátria onde me acampo.

Entre mangueiras e tropas,
Campereada e chimarrão,
Do verso fiz a canção
Que a alma guarda e rebrota;
Pois, num canto de fronteira,
Trago nuances de aurora,
Sorvendo lendas de outrora
Que herdei da vida campeira.

REFRÃO (bis)

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