Letra de Algo Estranho - Miro Saldanha

Algo Estranho

Tem algo estranho no ar!
Nessa luz que vem do poente,
Nesses momentos que a gente
Tira um tempo pr’a pensar;
A noite estende o luar
Sobre a tarde que descansa
E a alma vira criança,
Sem ter medo de sonhar!

É essa ansiedade no peito,
Que aguça cada sentido
Quando um olhar proibido
Nos arranca os pés do chão,
E nos coloca na mão
A navalha do destino;
É um passo pr’a um desatino
Em nome de uma paixão.

REFRÃO
Tem algo estranho no ar!
A pampa já não tem graça!
E essa tristeza devassa
Se enlaça em todo o lugar!
Já não me importam receios
Nem falatórios alheios;
Eu quero afogar anseios
No brilho daquele olhar!

Tem algo estranho no ar!
Meu verso já não disfarça;
E o branco vôo das garças
Há muito não vejo mais!
Eu não quero crer, jamais,
Que o tempo nos enfraquece
E a força bruta esmorece
Em dois olhos de punhais!

Olhares são como cartas,
Pr’a quem tem vícios do jogo!
Sei que isso é brincar com fogo,
Mas preciso me queimar!
Tem algo estranho no ar
E é muito mais que amizades;
E eu penso barbaridades
Quando lembro aquele olhar!

REFRÃO
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