Letra de Guilherminas - Miro Saldanha

Guilherminas

Nos fins de tarde de verão do Catuçaba,
Se joga a “taba” junto à sombra do galpão;
E a vizinhança vem saudá’ os donos da casa;
Sorver de um mate, pr´a espantar a solidão!
Boca da noite, vêm chegando as Guilherminas;
São quatro chinas, da mais fina educação;
Alguém se lembra de chama’ o Miro gaiteiro;
E o entrevero faz subí’ poeira do chão!

REFRÃO

E, num baile de rancho de furar a bota,
Num fundo de grota, se aprende a dançá’;
Xirú queixo duro suando a melena
E juntando a morena pr’o lado de cá!
Lampeão “trimilico”, que nem pirilampo;
Eu chego e me acampo e não saio de lá!
Num forno de poeira, de brotá’ o sarampo,
Num fundo de campo é que é bom de bailá’!

E os bigodudos vêm chegando, de mansinho;
Devagarinho, vêm no rumo da função;
E o chinaredo se despenca dos barrancos;
Vem de tamanco e co’as crianças pela mão!
Um índio louco derruba o cabo do mango
Nos cinco frangos do poleiro do oitão;
E a mulherada se entrevera na cozinha,
Numa morrinha de fumaça e de carvão!

REFRÃO
........

E os bigodudos vêm chegando, de mansinho;
Devagarinho, vêm no rumo da função;
E o chinaredo se despenca dos barrancos;
Vem de tamanco e co’as crianças pela mão!
Um índio louco derruba o cabo do mango
Nos cinco frangos do poleiro do oitão;
E a mulherada se entrevera na cozinha,
Numa morrinha de fumaça e de carvão! –

REFRÃO (bis)

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