Letra de Velho Casarão - Valdomiro Mello
Disco A
01
Repente Do Mensalão
02
Eu Também Sou Missioneiro
03
Assim Que Vivo
04
Amar Não é Crime
05
Velho Casarão
06
Homenagem Ao Mato Grosso
07
Gaúcho Vaqueano
08
Valsa Das Flores
09
Tropeiro Gaúcho
10
Surungo No Rincão Dos Pintos
11
Homenagem Aos Motoristas
12
Flor Gaúcha
13
Obrigado Senhor
14
Relembrando A Infância
15
Cuidado Com O Apito
Velho Casarão
(Teixeirinha)
velho casarão, já quase tapera
da grande figueira, sombreando telhado
se ela falasse, contava a história
de quem te plantou há um século passado
como eu sou neto de quem te plantou
conto a história, casarão amado
em suas paredes tem furo de bala
da revolução que a história fala
serviu de trincheira, varanda e a sala
ao seu construtor, meu avô afamado
ali, meu avô doze filhos criou
sou filho de um que empunhou a bandeira
meus avós morreram, ficaram meus pais
mandando na estância pela vida inteira
meus tios foram embora pra outras querências
ficou o casarão que foi sempre trincheira
na frente, meu pai seu chimarrão tomava
comigo no colo, ele me embalava
com a minha mãe, os dois cantarolavam
para mim dormir na sombra da figueira
lá por trinta e dois, houve outra revolta
as forças chegaram e foram invadindo
meu pai, minha mãe, abraçado aos fuzis
velho casarão, outra vez resistindo
lá do meu berço eu saí, gatinhando
pra ver e ouvir a bala zunindo
as forças recuaram, acabou a desgraça
a figueira grande abafou a fumaça
meu pai demonstrou ter ficado com a raça
do meu velho avô, que brigava sorrindo
velho casarão da grande figueira
ali fiquei moço, faceiro e pachola
meu pai me ensinou os meus primeiros passos
o primeiro acorde de uma viola
depois veio a morte e levou os meus pais
saí pelo o mundo, minha fama rola
quando eu ficar velho, velho casarão
volto pra, contigo, tombar no chão
da grande figueira quero o meu caixão
e, pra minha alma, o céu por esmola
velho casarão, já quase tapera
da grande figueira, sombreando telhado
se ela falasse, contava a história
de quem te plantou há um século passado
como eu sou neto de quem te plantou
conto a história, casarão amado
em suas paredes tem furo de bala
da revolução que a história fala
serviu de trincheira, varanda e a sala
ao seu construtor, meu avô afamado
ali, meu avô doze filhos criou
sou filho de um que empunhou a bandeira
meus avós morreram, ficaram meus pais
mandando na estância pela vida inteira
meus tios foram embora pra outras querências
ficou o casarão que foi sempre trincheira
na frente, meu pai seu chimarrão tomava
comigo no colo, ele me embalava
com a minha mãe, os dois cantarolavam
para mim dormir na sombra da figueira
lá por trinta e dois, houve outra revolta
as forças chegaram e foram invadindo
meu pai, minha mãe, abraçado aos fuzis
velho casarão, outra vez resistindo
lá do meu berço eu saí, gatinhando
pra ver e ouvir a bala zunindo
as forças recuaram, acabou a desgraça
a figueira grande abafou a fumaça
meu pai demonstrou ter ficado com a raça
do meu velho avô, que brigava sorrindo
velho casarão da grande figueira
ali fiquei moço, faceiro e pachola
meu pai me ensinou os meus primeiros passos
o primeiro acorde de uma viola
depois veio a morte e levou os meus pais
saí pelo o mundo, minha fama rola
quando eu ficar velho, velho casarão
volto pra, contigo, tombar no chão
da grande figueira quero o meu caixão
e, pra minha alma, o céu por esmola