Letra de Vento Norte - Jean Kirchoff

Vento Norte

(Adão Quintana/Armando Vasques)

Reponto nuvens, risco a marca em couro duro
Sou vento norte, coice forte, arrepio
Sou potro xucro que o ginete não enfrena
Sou vida e morte, faca afiada, chuva e frio

Nasci gaudério, pampeano, assobiador
Irmão das quinchas, corredor de pampa e terra
Sou brisa mansa enquanto, em paz, sei ser afago
Tormenta brava quando ergo o grito em guerra

Ninguém me monta, me encilha ou me enfrena
Empino os cascos e, entonado, corcoveio
Sou vento norte, potro forte, ventania
E o meu lombo nunca conheceu arreios

Prenunciando temporais, reponto tropas
Aparto nuvens no aboio do meu grito
E se me ponho a milonguear nos alambrados
Canto querências nos meus rumos infinitos

Ninguém me monta, me encilha ou me enfrena...

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