Letra de Urucubaca - João Fontoura - João Fontoura
Disco A
01
Motivos de Campo - José Cláudio Machado
02
A Última Flor do Rancho - Cristiano Quevedo
03
Família Rural - Fabiano Bacchieri/Jari Terres/Cristiano Quevedo
04
De Cacho Atado - Jari Terres
05
No Interior do Meu Canto - Robledo Martins
06
Cavacos do Ofício - Luiz Marenco
07
Rio Grande Antigo - Roberto Luçardo
08
Pra Quem Deixa a Querência - Cristiano Quevedo/Gustavo Teixeira
09
Caminhantes - Robledo Martins/Ênio Capincho
10
Entre a Chuva e a Distância - Joca Martins
11
Esparramando o Chergão - César Oliveira
12
Natal Nativo - Luis Marenco/Joca Martins/Jari Terres/Roberto Luçardo
13
Urucubaca - João Fontoura
Urucubaca - João Fontoura
Nesse tal de mês de outubro
o meu viver anda rubro
aqui pras banda do paipasso
falei pro tio norato
hay gado ilhado no mato
pois deu enchente no passo.
sou um índio aprevenido
mas me pegou distraído
essa chuvarada infame
e na cruza lá da sanga
a ressaca se fez canga
e arrebentou os arame.
patrão velho olha pra baixo
cuida desse pobre macho
nessa enrascada infinda
o rancho perdendo a quinchado
chapéu só tenho a vincha
ois ando de mal com a vida.
nessas noites de garoa
nem a cachorrada acoa
pra alegrar esse peão
a lenha só faz fumaça
e ainda por desgraça
tá sem cordas no violão.
tão se terminando os vício
tá ficando sem munício
a cosa tá ficando osca
que miséria passa um homem
bate frio e bate a fome
começa a apertar a rosca.
o meu pingaço de fé
também me deixou de a pé
o que é ruim saiu da toca
pois bateu o garrotilho
no meu cavalo tordilho
casco mol e pura broca.
qualquer índio se achicata
sem milho pra canjica
e sem farinha pra o mingau
o rio já saiu da caixa
e a sanga que era mais baixa
lá no passo não dá vau.
mas que baita urucubaca
tão morrendo tudo as vaca
tão pestiando meus bagual
mas o meu santo não falha
no charque bateram as gralhas
e me limparam o varal.
o meu viver anda rubro
aqui pras banda do paipasso
falei pro tio norato
hay gado ilhado no mato
pois deu enchente no passo.
sou um índio aprevenido
mas me pegou distraído
essa chuvarada infame
e na cruza lá da sanga
a ressaca se fez canga
e arrebentou os arame.
patrão velho olha pra baixo
cuida desse pobre macho
nessa enrascada infinda
o rancho perdendo a quinchado
chapéu só tenho a vincha
ois ando de mal com a vida.
nessas noites de garoa
nem a cachorrada acoa
pra alegrar esse peão
a lenha só faz fumaça
e ainda por desgraça
tá sem cordas no violão.
tão se terminando os vício
tá ficando sem munício
a cosa tá ficando osca
que miséria passa um homem
bate frio e bate a fome
começa a apertar a rosca.
o meu pingaço de fé
também me deixou de a pé
o que é ruim saiu da toca
pois bateu o garrotilho
no meu cavalo tordilho
casco mol e pura broca.
qualquer índio se achicata
sem milho pra canjica
e sem farinha pra o mingau
o rio já saiu da caixa
e a sanga que era mais baixa
lá no passo não dá vau.
mas que baita urucubaca
tão morrendo tudo as vaca
tão pestiando meus bagual
mas o meu santo não falha
no charque bateram as gralhas
e me limparam o varal.