Letra de Por Causa das Pilchas - Os Tiranos
Disco A
01
Meu Chão Gaúcho
02
Meu Mundo, Gaita e Cavalo
03
Por Causa das Pilchas
04
Hoje Eu Vim Pro Amor
05
Do Meu Jeitão Bem Largado
06
Bem Loco Pra Farrear
07
Estou Com Saudades
08
De Valor
09
Sonorizando Invernada
10
Não Mereço Tanto
11
Tipo Bicho
12
Serenata
13
Nas Paisagens de São Chico
14
Paixão Ingrata
15
Bufo de Gaita
16
Nosso Amor
Por Causa das Pilchas
(Anomar Danúbio Vieira/Juliano Gomes)
Quer com vodca ou com canha
Me perguntou a bolicheira
Quando me oitavei na copa
Tranquilo pedindo um samba
Com canha, por obséquio
Já que a plata é uma escassez
Me desculpe o desacato
É que sendo mais barato
Quem sabe tomemos três
A cordeona resmungava
As morenas se cruzavam
Vez por outra me bombeavam
Por causa, assim, das minhas pilcha'
A rastra e a bota igual
Lenço de seda encarnado
O pala branco oriental
Sobre o jaleco bordado
Camisa meio social
De um negror acetinado
Bombacha gris de tergal
Cheia de favo dos lado'
A faca e o chapéu grande
Deixei na entrada da festa
Pois sei o baile que presta
E a respeitar o ambiente
É costume da minha gente
Se pilchar bem a preceito
Que até um feio agarra jeito
E se acomoda de frente
E a noite corria frouxa
Gaita, violão e pandeiro
Nisso, um olhar mais matreiro
Que me campeava angustiado
Me encontrou ainda oitavado
Sem mais ninguém por testigo
Por estas coisas que eu digo
Hay que se andar bem pilchado
A rastra e a bota igual...
Me encorajei pr'uma marca
Numa vaneira bocona
E fui tirando essa dona
Que me mirava indecisa
Se era o negro da camisa
Ou o encarnado do lenço
Que lhe causava desejo
A explicação, não precisa
O pala abanou na volta
Na cintura da morena
Que dançou na cantilena
Que se dá embaixo da quincha
A conquista vem na chincha
E o resto é pura bobagem
Que a metade é da coragem
E a outra metade é das pilcha'
A rastra e a bota igual...
A cordeona resmungava
As morenas se cruzavam
Por causa, assim, da' minhas pilcha'
Quer com vodca ou com canha
Me perguntou a bolicheira
Quando me oitavei na copa
Tranquilo pedindo um samba
Com canha, por obséquio
Já que a plata é uma escassez
Me desculpe o desacato
É que sendo mais barato
Quem sabe tomemos três
A cordeona resmungava
As morenas se cruzavam
Vez por outra me bombeavam
Por causa, assim, das minhas pilcha'
A rastra e a bota igual
Lenço de seda encarnado
O pala branco oriental
Sobre o jaleco bordado
Camisa meio social
De um negror acetinado
Bombacha gris de tergal
Cheia de favo dos lado'
A faca e o chapéu grande
Deixei na entrada da festa
Pois sei o baile que presta
E a respeitar o ambiente
É costume da minha gente
Se pilchar bem a preceito
Que até um feio agarra jeito
E se acomoda de frente
E a noite corria frouxa
Gaita, violão e pandeiro
Nisso, um olhar mais matreiro
Que me campeava angustiado
Me encontrou ainda oitavado
Sem mais ninguém por testigo
Por estas coisas que eu digo
Hay que se andar bem pilchado
A rastra e a bota igual...
Me encorajei pr'uma marca
Numa vaneira bocona
E fui tirando essa dona
Que me mirava indecisa
Se era o negro da camisa
Ou o encarnado do lenço
Que lhe causava desejo
A explicação, não precisa
O pala abanou na volta
Na cintura da morena
Que dançou na cantilena
Que se dá embaixo da quincha
A conquista vem na chincha
E o resto é pura bobagem
Que a metade é da coragem
E a outra metade é das pilcha'
A rastra e a bota igual...
A cordeona resmungava
As morenas se cruzavam
Por causa, assim, da' minhas pilcha'