Letra de Distorcendo O Bagualismo - Baitaca
Disco A
01
Do Fundo da Grota
02
Castração a Pialo
03
A Cavalo na Verdade
04
O Novo Encontro Com o Tico
05
Distorcendo O Bagualismo
06
Meu Rio Grande é Deste Jeito
07
Estampa de Galpão
08
Da Doma Pro Rodeio
09
Domador Ventena
10
Fogo, Galpão e Cordeona
11
Frutas da Mata
12
Missioneiro Extraviado
13
Quando Canta Um Missioneiro
14
História do Tico Louco
15
Recanto Hospitaleiro
Distorcendo O Bagualismo
Sou xucro de natureza, morrudo e véio e não mudo
Eu não conheço tristeza, eu sou taura, guapo e peitudo
Sigo campeirando a sorte, pouca coisa eu não me mudo
Destrinchando o bagualismo assim mesmo sem ter estudo
Vou distribuindo civismo com este meu peito cuiudo.
Me criei numa tapera, arrancando toco afamado
no meio de uma tigüera, escoivarando abaixado
Devaçando taquaral, franjando campo gramado
No cabo da ferramenta virando cerro e banhado
E dando pau pelas ventas de algum zebu aporriado.
Potro de três, quatro anos agarro pelas oreia.
O xucro verso pampeano minha garganta gineteia
Índio covarde dispara, sendo macho corcoveia
Perigo jamais me estraga e algumas pegadas feia
Devo a faísca de adaga me defendendo em peleia
Redomão nunca se amansa, bagual xucro não se entrega
E a minha idéia se avança e somente Deus me assussega
Nunca afrouxei o garrão pra vilumbro que se nega
Laçando vaca aporriada, terneiro pelas macegas
Os pés trincados de geada e tapado de pega-pega.
Eu não conheço tristeza, eu sou taura, guapo e peitudo
Sigo campeirando a sorte, pouca coisa eu não me mudo
Destrinchando o bagualismo assim mesmo sem ter estudo
Vou distribuindo civismo com este meu peito cuiudo.
Me criei numa tapera, arrancando toco afamado
no meio de uma tigüera, escoivarando abaixado
Devaçando taquaral, franjando campo gramado
No cabo da ferramenta virando cerro e banhado
E dando pau pelas ventas de algum zebu aporriado.
Potro de três, quatro anos agarro pelas oreia.
O xucro verso pampeano minha garganta gineteia
Índio covarde dispara, sendo macho corcoveia
Perigo jamais me estraga e algumas pegadas feia
Devo a faísca de adaga me defendendo em peleia
Redomão nunca se amansa, bagual xucro não se entrega
E a minha idéia se avança e somente Deus me assussega
Nunca afrouxei o garrão pra vilumbro que se nega
Laçando vaca aporriada, terneiro pelas macegas
Os pés trincados de geada e tapado de pega-pega.