Letra de Tango Do Negro Da Lua - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Te Peguei Babando
02
Tirando A Teima - Part. Especial Velho Milongueiro
03
Imagens Do Sul
04
Mimoso Das "guria"
05
Muié, Eta Frutinha Boa!
06
Zaino "véio" Bom De Pata
07
Crioulo Da Minha Marca
08
Mazurca
09
Cinturinha De Ovo
10
Por Debaixo Dos "acolchoado"
11
Vanera Do Taraguy - Part. Especial Haunã Taraguy
12
De Burro Só Tenho O Trote
13
Meninos Sem Nome
14
Tango Do Negro Da Lua
15
Com A Marca Da Bossoroca
16
Pô Sacanagem
Tango Do Negro Da Lua
Roncava embaixo dos pucheros froxou os cascos e quebrou o rabo
E o moreno que ia no basto largava o mango de cabo
Era um tal de negro lua, encastiçado com o diabo.
Era uma zaina "veiaca" crioula do toro passo
Saltava as patas pra cima se dava volta no rastro
Tosei a maula de espora, e deixei machorra a laço
Perdi as rosetas das esporas e por arte do capeta
A égua mandava lombo soltando leite das tetas
Parece que bailava um tango, nos bailes da guampa preta.
"Parceiro não leve a mal esta minha templa xirua
Nasci no rincão do inferno mamei numa bugra nua
E se o céu me cair por riba saio no furo da lua".
Herdei a vida gineta do africano e do charrua
Me criei golpeando potro nesta lida bruta e crua
Sou dono dos meus arreios, e me chamo negro lua
Quero morrer no inverno pra não me inchar a carcaça
Coloquem no meu caixão em respeito à minha raça
As minhas garras de domar e uma guampa de cachaça
Quero quatro "muié pelada" carregando meu caixão
E as alças da minha cordeona enrolem nas minhas mãos
De travesseiro me ajeitem as crinas de um redomão
Bochincho, china e cordeona, foi a minha diversão.
E o moreno que ia no basto largava o mango de cabo
Era um tal de negro lua, encastiçado com o diabo.
Era uma zaina "veiaca" crioula do toro passo
Saltava as patas pra cima se dava volta no rastro
Tosei a maula de espora, e deixei machorra a laço
Perdi as rosetas das esporas e por arte do capeta
A égua mandava lombo soltando leite das tetas
Parece que bailava um tango, nos bailes da guampa preta.
"Parceiro não leve a mal esta minha templa xirua
Nasci no rincão do inferno mamei numa bugra nua
E se o céu me cair por riba saio no furo da lua".
Herdei a vida gineta do africano e do charrua
Me criei golpeando potro nesta lida bruta e crua
Sou dono dos meus arreios, e me chamo negro lua
Quero morrer no inverno pra não me inchar a carcaça
Coloquem no meu caixão em respeito à minha raça
As minhas garras de domar e uma guampa de cachaça
Quero quatro "muié pelada" carregando meu caixão
E as alças da minha cordeona enrolem nas minhas mãos
De travesseiro me ajeitem as crinas de um redomão
Bochincho, china e cordeona, foi a minha diversão.