Letra de Aos Tapas com o Temporal - Gaúcho da Fronteira
Disco A
01
Gaúcho Doble Chapa
02
Bagaceira
03
Aos Tapas com o Temporal
04
Patricinha de Campanha
05
O Véio é um Terror
06
Silhueta Portenha
07
Uma Boquinha prá Beijar
08
Romeu de Campanha
09
Uma Canção Para Isabelle
10
Pode Bater Couro
11
Eu Sou Gaúcho
12
Rio Grande, Passado e Presente
13
A Sorte do Sem Vergonha
14
Brinquedo Perigoso
Aos Tapas com o Temporal
A tarde boceja um vento na volta do corredor
E o gado veio a tranquito pras bandas do parador
Lá na lonjura uma garça cortou o horizonte gris
Parecia a mão de deus escrevendo com um giz.
A noite estendeu seu poncho, se atorou um raio no meio
Abriu os rojões do tempo e o aguaceiro se veio
Não se via um palmo a diante a não ser num relampo
Mostrando um mar campo a fora se esparramando no campo.
A estrada abriu-se d’água, perdi o rumo do passo
Com o vento ondulando tudo e a chuva dando guascaço
A água vinha roncando tingindo a terra vermelha
Tal sangue de uma degola bufando fora das veia.
Passei a noite a cavalo de molho num banhadal
Tomando coice e raio e os tapas de um temporal
Só fui criar a alma nova num outro dia bem cedo
Ao ver de longe o meu rancho entre a copa do arvoredo
E o gado veio a tranquito pras bandas do parador
Lá na lonjura uma garça cortou o horizonte gris
Parecia a mão de deus escrevendo com um giz.
A noite estendeu seu poncho, se atorou um raio no meio
Abriu os rojões do tempo e o aguaceiro se veio
Não se via um palmo a diante a não ser num relampo
Mostrando um mar campo a fora se esparramando no campo.
A estrada abriu-se d’água, perdi o rumo do passo
Com o vento ondulando tudo e a chuva dando guascaço
A água vinha roncando tingindo a terra vermelha
Tal sangue de uma degola bufando fora das veia.
Passei a noite a cavalo de molho num banhadal
Tomando coice e raio e os tapas de um temporal
Só fui criar a alma nova num outro dia bem cedo
Ao ver de longe o meu rancho entre a copa do arvoredo