Letra de Pescaria - Grupo Cordiona
Disco A
01
Pêlo-duro e Bombachudo
02
Esta Saudade Campeira
03
Minha Fazenda
04
Mané Romão
05
Hoje é Segunda-feira
06
A Flor do Campo
07
Um Gaúcho Na Mangueira
08
Encanto do Meu Viver
09
O Remédio é Dançar
10
Gaúcho, Campeiro e Taura
11
Não Mete o Bico
12
Cantador de Cafundó
13
Saudade de um Peão Solito
14
Pescaria
15
Seu Elpídeo e o Cusco Javali
16
Brasil Afora
17
Saudade Antiga
Pescaria
Atiro a linha com isca até aonde a vista alcança
Campeando a carpa arisca cevada há uma semana
Se o espinhel enroscou, mergulho e solto na manha
Não froxo pra água fria nem mordida de piranha
Cutuco embaixo da pedra, onde o cascudo se aninha
Chuleio na água limpa um cardume de tainha
Dobra a vara do caniço, encho a fieira de mandi
Jogo a tarrafa e puxo, forrada de lambari
Minha rede é malha grossa, tem cem metro, ponta a ponta
Pega jundiá e pintado, por acidente uma lontra
O vento norte soprando, bate as onda no purungo
Se algum louco dá revista, de vereda leva chumbo
Vou deslizando a canoa, tomando um gole de pura
O surubi tá lá embaixo, trinta metro de fundura
Viro a proa rio acima com o remo de boléia
Radio de pilha ligado, escutando o Porca Véia
Ali na barra da sanga, tem uma piava pulando
E, entre os aguapés, as traíra borbulhando
Numa espera bem armada, dourado ricocheteia
Chico venha dá uma mão, pesa mais de arroba e meia
A peixeira tem serviço, tira escama a reviria
Nesta noite tem fritada e chorna com a parceria
Me recosto e abraço minha amada com ternura
Agradeço ao criador, por nos dar tanta fartura
Campeando a carpa arisca cevada há uma semana
Se o espinhel enroscou, mergulho e solto na manha
Não froxo pra água fria nem mordida de piranha
Cutuco embaixo da pedra, onde o cascudo se aninha
Chuleio na água limpa um cardume de tainha
Dobra a vara do caniço, encho a fieira de mandi
Jogo a tarrafa e puxo, forrada de lambari
Minha rede é malha grossa, tem cem metro, ponta a ponta
Pega jundiá e pintado, por acidente uma lontra
O vento norte soprando, bate as onda no purungo
Se algum louco dá revista, de vereda leva chumbo
Vou deslizando a canoa, tomando um gole de pura
O surubi tá lá embaixo, trinta metro de fundura
Viro a proa rio acima com o remo de boléia
Radio de pilha ligado, escutando o Porca Véia
Ali na barra da sanga, tem uma piava pulando
E, entre os aguapés, as traíra borbulhando
Numa espera bem armada, dourado ricocheteia
Chico venha dá uma mão, pesa mais de arroba e meia
A peixeira tem serviço, tira escama a reviria
Nesta noite tem fritada e chorna com a parceria
Me recosto e abraço minha amada com ternura
Agradeço ao criador, por nos dar tanta fartura