Letra de Segredo Antigo - Adair de Freitas
Disco A
01
De Já Hoje
02
Meu Canto
03
Coplas de Saudade
04
Mocito
05
Pra Falar do Zaino Estrela
06
Sem Diploma ou Pedigree
07
Vento Xucro
08
Polka do Serro Chato
09
Cantiga da Esperança
10
Quando Chora Uma Cordeona
11
Previsão
12
Meu Ranchinho
13
Palomas Postal da Pampa
14
Obrigado Guria
15
Pampeano
16
Coplas Para Um Tresnoitado
17
Romance de um Peão Posteiro
18
Para Cantar o Rio Grande
19
Estância da Harmonia
20
Esses Meninos
21
Changueiro de Vida e Lida
22
Universo Campeiro
23
Segredo Antigo
24
Searas de Paz
Segredo Antigo
Quando me abanco pra compor um verso,
Penso, começo, mas não chego ao fim,
Não é por vício, mas preciso um trago,
Para tropear o verso que há em mim.
E a rima brota saludando a vida,
Como parida de um parto sem dor,
De lombo duro pra contar verdades,
Mansa e costeada pra falar de amor.
A cana é doce, amarga é a canha,
A vida é boa, o mundo não,
Se assim não fosse, que coisa estranha,
Eu não teria nem inspiração.
Meu verso pobre já pegou costume,
De ser meu lume pela vida afora,
E me conduz na escuridão do mundo,
Quando a saudade me cutuca esporas.
Por ter meu canto a transparência ingênua,
Da canha pura que golpeio a esmo,
Às vezes conto este segredo antigo,
De achar abrigo dentro de mim mesmo.
Penso, começo, mas não chego ao fim,
Não é por vício, mas preciso um trago,
Para tropear o verso que há em mim.
E a rima brota saludando a vida,
Como parida de um parto sem dor,
De lombo duro pra contar verdades,
Mansa e costeada pra falar de amor.
A cana é doce, amarga é a canha,
A vida é boa, o mundo não,
Se assim não fosse, que coisa estranha,
Eu não teria nem inspiração.
Meu verso pobre já pegou costume,
De ser meu lume pela vida afora,
E me conduz na escuridão do mundo,
Quando a saudade me cutuca esporas.
Por ter meu canto a transparência ingênua,
Da canha pura que golpeio a esmo,
Às vezes conto este segredo antigo,
De achar abrigo dentro de mim mesmo.