Letra de Changueiro de Vida e Lida - Adair de Freitas
Disco A
01
De Já Hoje
02
Meu Canto
03
Coplas de Saudade
04
Mocito
05
Pra Falar do Zaino Estrela
06
Sem Diploma ou Pedigree
07
Vento Xucro
08
Polka do Serro Chato
09
Cantiga da Esperança
10
Quando Chora Uma Cordeona
11
Previsão
12
Meu Ranchinho
13
Palomas Postal da Pampa
14
Obrigado Guria
15
Pampeano
16
Coplas Para Um Tresnoitado
17
Romance de um Peão Posteiro
18
Para Cantar o Rio Grande
19
Estância da Harmonia
20
Esses Meninos
21
Changueiro de Vida e Lida
22
Universo Campeiro
23
Segredo Antigo
24
Searas de Paz
Changueiro de Vida e Lida
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
E assim será,
Porque haverá de ser assim a vida de um peão
Changueando a lida vida afora sem buscar razão
Nem me interessam outro moldes se não for assim
E viverá
Porque viver sendo changueiro é tudo o que aprendeu
Sabe que as preces nada valem pra quem é ateu
Nem catecismos pra quem não tem fé
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
Vou madrugar
Passar na venda, encher a mala de garupa e sair
Galope alegre rumo ao rancho pra fazer sorrir
Minha chinoca e os piazitos que esperando estão
E vou ficar
Dois ou três dias para matar esta saudade enfim
Juntar as garras e partir, pois tem que ser assim
Meu rancho é o mundo e as estradas... se nasci peão
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
E então irei
Mas uma vez, pingo de tiro pelo corredor
A repisar meu próprio rastro, sempre campeador
E auroras novas que iluminam o pago de onde vim
E cantarei
Meu canto alerta, terra e fogo, changueador também
Com a certeza que na vida nada nem ninguém,
Há de domar o potro xucro que escarceia em mim
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
E assim será,
Porque haverá de ser assim a vida de um peão
Changueando a lida vida afora sem buscar razão
Nem me interessam outro moldes se não for assim
E viverá
Porque viver sendo changueiro é tudo o que aprendeu
Sabe que as preces nada valem pra quem é ateu
Nem catecismos pra quem não tem fé
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
Vou madrugar
Passar na venda, encher a mala de garupa e sair
Galope alegre rumo ao rancho pra fazer sorrir
Minha chinoca e os piazitos que esperando estão
E vou ficar
Dois ou três dias para matar esta saudade enfim
Juntar as garras e partir, pois tem que ser assim
Meu rancho é o mundo e as estradas... se nasci peão
Quando acabarem-se as esquilas
Pra onde irei, pra onde irei?
Talvez changuear para juntar mais alguns pilas
Que sempre gasto mais depressa que ganhei
Vou assolear meu poncho velho
Fiel parceiro, fiel parceiro...
O João Maria me avisou de lá do povo
"Conta comigo pra tropear pra um saladeiro"
E então irei
Mas uma vez, pingo de tiro pelo corredor
A repisar meu próprio rastro, sempre campeador
E auroras novas que iluminam o pago de onde vim
E cantarei
Meu canto alerta, terra e fogo, changueador também
Com a certeza que na vida nada nem ninguém,
Há de domar o potro xucro que escarceia em mim