Letra de A Boa Vista oo Peão de Tropa - José Claudio Machado
Disco A
01
Dobrando os Pelêgos
02
Trancaço
03
Em Cima do Laço
04
Na Folga do Pingo
05
De Bota e Bombacha
06
Lástima
07
Campereando
08
Batendo Casco
09
Firme nos Bastos
10
A Boa Vista oo Peão de Tropa
11
De Pouca Prosa
12
Milonga Abaixo de Mau Tempo
13
Ringindo os Arreios
14
Fulanos e Sicranos
15
Gineteada de Basto
16
Assim no Más
17
Milonga Crioula
18
Juntando os Gravetos
19
Mate e Cara Alegre
A Boa Vista oo Peão de Tropa
Nos rincões da minha querência, arralbadeira conforme a vontade
Me serve um mate "pampa-minha" nesta vidinha que me destes...
Antes que embeste a novilhada pra o mundo alhei das porteiras
Saúdo a poeira destas crinas que me arrocinam sujeitando...
E da garupa de um cavalo faço um regalo a ventania
Que na poesia dessas léguas tomo por rédeas e conselhos
Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas o que importa
Quando se engorda na invernad, não falta nada pra quem baba
De focinho levantado e mais curioso!
Afim de ir, pra estância do pasto
Na direçao de casa costeando o arvoredo
O meu desespero profia com a tropa
Fazendo o que gosta ao sul de mim mesmo!
E todo bem que havia maneado ao destino
Divide caminho com a rês que amadrinha
O rio que não via, mimando de sede a minha saudade!
Na função dos meus afazeres rememorados conforme a manada
Vou ressabiando afeito a fadiga as horas mingas de sossego...
Talves melhore durante a sesteada sou por demais igual a campanha
Tammanha alma de horizonte ali de fronte aos cinamomos...
Já não habita a teimosia, atropelando o meu rodeio
Quando me aguento no forcejo pra erguer no laço os caídos...
Não me lastimo nem receio, vou pelo meio do sinuelo
Tocando manso os mais ariscos
Só pelo visto de por quartos, ciudar do gado,
Rondando o baio que amanuseio!
Me serve um mate "pampa-minha" nesta vidinha que me destes...
Antes que embeste a novilhada pra o mundo alhei das porteiras
Saúdo a poeira destas crinas que me arrocinam sujeitando...
E da garupa de um cavalo faço um regalo a ventania
Que na poesia dessas léguas tomo por rédeas e conselhos
Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas o que importa
Quando se engorda na invernad, não falta nada pra quem baba
De focinho levantado e mais curioso!
Afim de ir, pra estância do pasto
Na direçao de casa costeando o arvoredo
O meu desespero profia com a tropa
Fazendo o que gosta ao sul de mim mesmo!
E todo bem que havia maneado ao destino
Divide caminho com a rês que amadrinha
O rio que não via, mimando de sede a minha saudade!
Na função dos meus afazeres rememorados conforme a manada
Vou ressabiando afeito a fadiga as horas mingas de sossego...
Talves melhore durante a sesteada sou por demais igual a campanha
Tammanha alma de horizonte ali de fronte aos cinamomos...
Já não habita a teimosia, atropelando o meu rodeio
Quando me aguento no forcejo pra erguer no laço os caídos...
Não me lastimo nem receio, vou pelo meio do sinuelo
Tocando manso os mais ariscos
Só pelo visto de por quartos, ciudar do gado,
Rondando o baio que amanuseio!