Letra de Manhas de Verão - Cesar Passarinho
Lado A
01
Guri
02
Cambichos
03
Os Cardeais
04
Volteada
05
Fim de Mês
06
Negro de 35
07
Faz de Conta
08
Noites de Inverno, Sonhos de Primavera
09
Não há Pandorgas no Céu
10
Assim no Más
11
Manhas de Verão
12
Sonho de Seresteiro
13
Que Homens São Esses
14
Clarão Rural
15
Noites de Milonga
16
Estrelas de Peão
17
Moirão a Moirão
18
Lado a Lado
Manhas de Verão
Tão logo a noite vai embora das campinas
Por onde aranhas teceram suas cortinas
E sereno vem brilhar nestes mundéus
Voltam as cores na aquarela deste dia
E o verde se estende pelas sesmarias
Até que no horizonte encontre o céu.
Entre a folhagem o sol espia sorrateiro
E eu me embebedo nas manhãs deste janeiro
Nas alegrias que me trazem os verões
Olho na sanga deslisando entre as pedras
Igual a um potro que ainda desconhece rédeas
Um lambari que vai fazendo evoluções.
De alma aberta, embora só, não me sinto sozinho
Escuto arrolhos de uma rola ali pertinho
Feito sensuras as formigas cortadeiras
Que surpreendidas pelas águas do caminho
Vão navegando sobre folhas de mansinho
Tal qual balseiros nestas águas corredeiras
Cada pedra que encontrei pela estrada
Eu recolhi pra alicerçar minha morada
Neste universo que é o pago onde nasci
Tenho de tudo que preciso pra viver
A terra boa, boa semente e um bem querer
Com quem um rancho pra dividir eu escolhi.
Enquanto as águas correm livres pela sanga
E a brisa morna traz um gosto de pitanga
Ao mesmo tempo em que balança o alecrim
Mantenho a esperança sempre acesa
Desfruto desta vida com a certeza de que
Tudo é bonito, basta querer ver assim.
Por onde aranhas teceram suas cortinas
E sereno vem brilhar nestes mundéus
Voltam as cores na aquarela deste dia
E o verde se estende pelas sesmarias
Até que no horizonte encontre o céu.
Entre a folhagem o sol espia sorrateiro
E eu me embebedo nas manhãs deste janeiro
Nas alegrias que me trazem os verões
Olho na sanga deslisando entre as pedras
Igual a um potro que ainda desconhece rédeas
Um lambari que vai fazendo evoluções.
De alma aberta, embora só, não me sinto sozinho
Escuto arrolhos de uma rola ali pertinho
Feito sensuras as formigas cortadeiras
Que surpreendidas pelas águas do caminho
Vão navegando sobre folhas de mansinho
Tal qual balseiros nestas águas corredeiras
Cada pedra que encontrei pela estrada
Eu recolhi pra alicerçar minha morada
Neste universo que é o pago onde nasci
Tenho de tudo que preciso pra viver
A terra boa, boa semente e um bem querer
Com quem um rancho pra dividir eu escolhi.
Enquanto as águas correm livres pela sanga
E a brisa morna traz um gosto de pitanga
Ao mesmo tempo em que balança o alecrim
Mantenho a esperança sempre acesa
Desfruto desta vida com a certeza de que
Tudo é bonito, basta querer ver assim.