Letra de De Tempo e Tropa - Luiz Marenco
Disco A
01
Pra Quem Avista Ivituatã
02
De Tempo e Tropa
03
Senhor das Manhãs de Maio
04
Deserdado
05
Funeral de Coxilha
06
Porque Canto Solito
07
Quando a Alma Volta pra Terra
08
Quando o Verso Vem Pras Casa
09
Um Vistaço na Tropa
10
Na Minha Solidão
11
Alma de Estância e Querência
12
Talvez Algum Dia
De Tempo e Tropa
A lenta imagem da tropa
Serpenteia estrada afora
Sucessão de hora após hora
Fundindo terra e peçunha
Rigores de mesma alcunha
Pro tropeiro linda estampa!
Conduzindo couro e guampas
Numa procissão terrunha.
Trago embebidos na imagem
Os verões e as soalheiras
Mastigando a polvadeira
Da gadaria assolhada
Trago no couro estampada
A marca das invernias
Poncho molhado faz dias...
...até a alma gelada.
O mouro da mi'as confiança
Tranqueia mascando freio,
Carregando os meus anseios
Nos rumos dos meus despontes.
Companheiros de horizonte
Bem mais que um simples vassalo...
...porque tropeiro e cavalo
São como a estrela e a noite.
A gadaria contesta
Berro após berro a tristeza
Ruminando as incertezas
De cambear rumo e querência
Longínquas reminiscências
De tantas tropas de outrora
Que rumbearam mundo afora
Ensimesmada de ausências
Já gastei basto e carona
Mangueando boiada "ajena"
Plantei luzes nas canhadas
Dos rincões por onde andei
Muitas tropas entreguei
Nessa sina de tropeiro...
...voltei sempre repisando
Os caminhos que trilhei.
Serpenteia estrada afora
Sucessão de hora após hora
Fundindo terra e peçunha
Rigores de mesma alcunha
Pro tropeiro linda estampa!
Conduzindo couro e guampas
Numa procissão terrunha.
Trago embebidos na imagem
Os verões e as soalheiras
Mastigando a polvadeira
Da gadaria assolhada
Trago no couro estampada
A marca das invernias
Poncho molhado faz dias...
...até a alma gelada.
O mouro da mi'as confiança
Tranqueia mascando freio,
Carregando os meus anseios
Nos rumos dos meus despontes.
Companheiros de horizonte
Bem mais que um simples vassalo...
...porque tropeiro e cavalo
São como a estrela e a noite.
A gadaria contesta
Berro após berro a tristeza
Ruminando as incertezas
De cambear rumo e querência
Longínquas reminiscências
De tantas tropas de outrora
Que rumbearam mundo afora
Ensimesmada de ausências
Já gastei basto e carona
Mangueando boiada "ajena"
Plantei luzes nas canhadas
Dos rincões por onde andei
Muitas tropas entreguei
Nessa sina de tropeiro...
...voltei sempre repisando
Os caminhos que trilhei.