Letra de Ementário de Partida - Luiz Marenco
Disco A
01
Batendo Água
02
Senhor das Manhãs de Maio
03
Cova de Touro
04
Na Minha Solidão
05
Milonga de Cola Atada
06
Quando o Verso Vem Pras Casa
07
Sonho Em Flor
08
Cavalo Bom Vai Pro Céu
09
Milonga do Campo Largo
10
Ementário de Partida
11
Um Vistaço na Tropa
12
Cansando o Cavalo
13
Da Boca Pra Fora
14
Quando Alguém Vem Na Estrada
Ementário de Partida
Quem traz em si o caminho
Que é novo cada momento
Tem na inconstância do vento
O destino que lhe cabe.
Nem mesmo o destino sabe
O porquê destas partidas
Das multiplas despedidas
Que o tempo nos apresenta.
Eu levo o sol no destino
E a sombra por desafio
Um azul de céu imenso
E duas margens de rio.
Um passado e um presente
Que dimensionam meu tempo
Um adeus de lenço branco
Que ficou no esquecimento.
Quando parti levei sonhos
Eo coração do avesso
As palavras de um verso
Que eu só fiz o começo
E um baú de lembranças
De falso ouro, sem preço.
Pensei que fosse mais fácil
Emoldurar o passado
Num retrato amarelado
Antigo quanto a saudade.
Quando se partem as metades
Um lado procura o outro
O que vai é o recomeço
O que fica morre aos poucos.
Na hora em que a alma dorme
-no tempo de cada um-
A saudade é tão comum
Como a de estar ausente.
Já não germina a semente
Que o solo se oferece
Somente os sonhos são férteis
Em terra que nada cresce.
Que é novo cada momento
Tem na inconstância do vento
O destino que lhe cabe.
Nem mesmo o destino sabe
O porquê destas partidas
Das multiplas despedidas
Que o tempo nos apresenta.
Eu levo o sol no destino
E a sombra por desafio
Um azul de céu imenso
E duas margens de rio.
Um passado e um presente
Que dimensionam meu tempo
Um adeus de lenço branco
Que ficou no esquecimento.
Quando parti levei sonhos
Eo coração do avesso
As palavras de um verso
Que eu só fiz o começo
E um baú de lembranças
De falso ouro, sem preço.
Pensei que fosse mais fácil
Emoldurar o passado
Num retrato amarelado
Antigo quanto a saudade.
Quando se partem as metades
Um lado procura o outro
O que vai é o recomeço
O que fica morre aos poucos.
Na hora em que a alma dorme
-no tempo de cada um-
A saudade é tão comum
Como a de estar ausente.
Já não germina a semente
Que o solo se oferece
Somente os sonhos são férteis
Em terra que nada cresce.