Letra de Trancaço - Luiz Marenco
Disco A
01
Dobrando os Pelegos
02
Trancaço
03
Em Cima do Laço
04
Na Folga do Pingo
05
De Bota e Bombacha
06
Lástima
07
Campereando
08
Batendo Casco
09
Firme nos Bastos
10
A Boa Vista do Peão de Tropa
11
De Pouca Prosa
12
Milonga Abaixo de Mau Tempo
13
Ringindo os Arreios
14
Fulanos e Sicranos
15
Gineteada de Basto
16
Assim no Más
17
Milonga Crioula
Trancaço
Um tranco véio campeiro, desses de sai agachado
Quanto mais abagualado, mais a indiada corcoveia
Boleio a perna, com as vistas sujas de terra
De andar laçando macega, no rastro de uma morena
Marca buenaça, lindeira lá da campanha
Quanto mais se arreganha, mais se gruda nas orelhas
Soca as ilheiras, apeando as garras da encilha
Tocando em rádio de pilha, enquanto lavo o xergão
Esse trancaço é botado, xucro dos quatro-costado
E até parece uma fera, um bando de quero-quero
Que não se leva no berro, acostumado com o gado
"É nesse tranco crioulo, de bater à passarinha,
Que se endurece o lombo, e se escancaram as cancelas
E só depois de se enganchar, um basto bem arrumado,
Com o laço à bate-cola, é que a peonada se desdobra,
E nunca mais volta pra sela"
Quanto mais abagualado, mais a indiada corcoveia
Boleio a perna, com as vistas sujas de terra
De andar laçando macega, no rastro de uma morena
Marca buenaça, lindeira lá da campanha
Quanto mais se arreganha, mais se gruda nas orelhas
Soca as ilheiras, apeando as garras da encilha
Tocando em rádio de pilha, enquanto lavo o xergão
Esse trancaço é botado, xucro dos quatro-costado
E até parece uma fera, um bando de quero-quero
Que não se leva no berro, acostumado com o gado
"É nesse tranco crioulo, de bater à passarinha,
Que se endurece o lombo, e se escancaram as cancelas
E só depois de se enganchar, um basto bem arrumado,
Com o laço à bate-cola, é que a peonada se desdobra,
E nunca mais volta pra sela"