Letra de Timbre de Galo - Pedro Ortaça
Disco A
01
Timbre de Galo
02
Janelas da Liberdade
03
Galo Missioneiro
04
Caray Sepé
05
De Guerreiro a Payador
06
Meu Canto
07
Potykuru
08
Rio Guri
09
Meu Canto à Cruz Missioneira
10
Companheira
11
Solidão
12
"Apúlio das Neves"
13
Tiempo a Dentro y Campo a Fuera
14
Ressurreição
15
Guasca
16
Queixo Duro
17
Se Guasqueando Pros Dois Lados
18
Bailanta do Tibúrcio
19
Guasca
20
Timbre de Galo
21
Troncos Missioneiros
Timbre de Galo
Rio grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo.
Quem não viveu este tempo,
Vive esse tempo a cantá-lo
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
Que os tempos de hoje são outros,
Que o campo é quase a cidade
E os chiripás estão rotos,
Que as esporas silenciaram
Na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
Isso aprendi de infância,
Mas nunca esqueça o herege
Que as cidades de importância
Se ergueram nos alicerces
Dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
Para honrar a descendência,
Que tudo aquilo que muda,
Muda só nas aparências
E até num bronze de praça
Vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
Ou andei muito depressa,
Dei ó de casa em tapera,
Fiquei devendo promessa
Mas se pudesse eu voltava
Pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
Nem me bate a passarinha.
A argila do mundo novo não
Tem a mescla da minha,
Sovada a cascos de touro,
Com águas de carquejinha...
Rio grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo !
Quem não viveu esse tempo
Vive esse tempo ao cantá-lo,
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo...
Quatro patas de cavalo.
Quem não viveu este tempo,
Vive esse tempo a cantá-lo
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
Que os tempos de hoje são outros,
Que o campo é quase a cidade
E os chiripás estão rotos,
Que as esporas silenciaram
Na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
Isso aprendi de infância,
Mas nunca esqueça o herege
Que as cidades de importância
Se ergueram nos alicerces
Dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
Para honrar a descendência,
Que tudo aquilo que muda,
Muda só nas aparências
E até num bronze de praça
Vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
Ou andei muito depressa,
Dei ó de casa em tapera,
Fiquei devendo promessa
Mas se pudesse eu voltava
Pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
Nem me bate a passarinha.
A argila do mundo novo não
Tem a mescla da minha,
Sovada a cascos de touro,
Com águas de carquejinha...
Rio grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo !
Quem não viveu esse tempo
Vive esse tempo ao cantá-lo,
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo...