Letra de Bailanta do Tibúrcio - Pedro Ortaça
Disco A
01
Timbre de Galo
02
Janelas da Liberdade
03
Galo Missioneiro
04
Caray Sepé
05
De Guerreiro a Payador
06
Meu Canto
07
Potykuru
08
Rio Guri
09
Meu Canto à Cruz Missioneira
10
Companheira
11
Solidão
12
"Apúlio das Neves"
13
Tiempo a Dentro y Campo a Fuera
14
Ressurreição
15
Guasca
16
Queixo Duro
17
Se Guasqueando Pros Dois Lados
18
Bailanta do Tibúrcio
19
Guasca
20
Timbre de Galo
21
Troncos Missioneiros
Bailanta do Tibúrcio
Vou contar de uma bailanta
Que existiu no meu pontão
Indiada do queixo roxo
Que nunca froxou o garrão
Vinho curtido em barril
E cachaça de borrachão.
Os gaiteiros que eram buenos
Davam a mostra do pano
O carlito e o dezidério
O felicio e o bibiano
Cambiando com o juvenal
Num velho estilo pampeano.
Dona china passou ruge
Ajeitou bem o cocó
Cruzou o jaguapassô
Lavou os pés no jaguassengó
Na bailanta do tibúrcio
Balanceava o mocotó.
Lembranças que são relíquias
Dos meus tempos de guri
Os pares todos bailando
Coisa mais linda eu não vi
Um agarrado no outro
Pra mode de não cair.
E lá pela madrugada
Bem na hora do café
Dom tibúrcio mestre sala
Gritava batendo o pé
Agora levanta os home
Para comer as muié.
Milho assado era o catete
Plantado de saraqüá
Feijão preto debulhado
A bordoada de manguá
Bóia melhor do essa
Lhes garanto que nao há.
É lá no velho pontão
Linda terra de fartura
Queijo, ambrosia e melado
Bolo frito e rapadura
Batata deste tamanho
E mandioca desta grossura.
Mas que tempo aquele tempo
Que se vivia feliz
Só a saudade restou lá
No garrão do país
Da bailanta do tibúrcio
Vertente, cerne e raiz.
Que existiu no meu pontão
Indiada do queixo roxo
Que nunca froxou o garrão
Vinho curtido em barril
E cachaça de borrachão.
Os gaiteiros que eram buenos
Davam a mostra do pano
O carlito e o dezidério
O felicio e o bibiano
Cambiando com o juvenal
Num velho estilo pampeano.
Dona china passou ruge
Ajeitou bem o cocó
Cruzou o jaguapassô
Lavou os pés no jaguassengó
Na bailanta do tibúrcio
Balanceava o mocotó.
Lembranças que são relíquias
Dos meus tempos de guri
Os pares todos bailando
Coisa mais linda eu não vi
Um agarrado no outro
Pra mode de não cair.
E lá pela madrugada
Bem na hora do café
Dom tibúrcio mestre sala
Gritava batendo o pé
Agora levanta os home
Para comer as muié.
Milho assado era o catete
Plantado de saraqüá
Feijão preto debulhado
A bordoada de manguá
Bóia melhor do essa
Lhes garanto que nao há.
É lá no velho pontão
Linda terra de fartura
Queijo, ambrosia e melado
Bolo frito e rapadura
Batata deste tamanho
E mandioca desta grossura.
Mas que tempo aquele tempo
Que se vivia feliz
Só a saudade restou lá
No garrão do país
Da bailanta do tibúrcio
Vertente, cerne e raiz.