Letra de Romance do Pala Velho - Noel Guarany
Disco A
01
De Pulperias
02
Texto
03
India Cruda
04
Texto
05
En El Rancho Y La Cambicha
06
Meu Rancho
07
Texto
08
Filosofia de Gaudério
09
Texto
10
Bochincho
11
Texto
12
Romance do Petiço Mitay
13
Versus
14
Texto
15
Na Baixada do Manduca
16
Romance do Pala Velho
17
Payador, Pampa, Guitarra
18
Rio De Los Pajaros
19
Texto
20
Milonga de Três Banderas
Romance do Pala Velho
Uma vez fui na cidade,
Na maldita perdição,
Lá perdi meu pala velho
Que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade
Vinha com dor na cabeça
Cheguei fazendo promessa:
Deus permita que apareça.
Encontrei xirú do posto
E não deixei de maliciar
Que ele achou meu pala velho
E não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário,
Ficou pra segunda-feira
Me levaram na conversa,
E se foi a semana inteira.
Veja as coisas como são,
Como se forma a lambança
Que pelo mal dos pecados
Era o forro das crianças.
Com este meu pala rasgado
Passava campos e rios
Com este meu palinha velho
Não temo chuva e nem frio.
Foi forro para carpetas
Em carreiras perigosas
Inté serviu de agasalho
Pra muitas prendas mimosas.
Inté nas noites gaudérias
Meu pala, soltito ao vento,
Ia abanando pachola
Pras luzes do firmamento.
Informem nas vizinhanças
Este triste sucedido
Quem tiver meu pala velho
Que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem
Da morte ninguém atalha
Me entreguem meu pala velho
Para mim levar de mortalha.
Na maldita perdição,
Lá perdi meu pala velho
Que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade
Vinha com dor na cabeça
Cheguei fazendo promessa:
Deus permita que apareça.
Encontrei xirú do posto
E não deixei de maliciar
Que ele achou meu pala velho
E não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário,
Ficou pra segunda-feira
Me levaram na conversa,
E se foi a semana inteira.
Veja as coisas como são,
Como se forma a lambança
Que pelo mal dos pecados
Era o forro das crianças.
Com este meu pala rasgado
Passava campos e rios
Com este meu palinha velho
Não temo chuva e nem frio.
Foi forro para carpetas
Em carreiras perigosas
Inté serviu de agasalho
Pra muitas prendas mimosas.
Inté nas noites gaudérias
Meu pala, soltito ao vento,
Ia abanando pachola
Pras luzes do firmamento.
Informem nas vizinhanças
Este triste sucedido
Quem tiver meu pala velho
Que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem
Da morte ninguém atalha
Me entreguem meu pala velho
Para mim levar de mortalha.