Letra de Pendenga de Galo - Tio Nanato
Disco A
01
Empurrando o Peito
02
Santuário de Xucros
03
Pendenga de Galo
04
Paleteando O Moro Véio
05
Queixo Seco
06
Mandingas Do Tio Nanato
07
Nêga Barrasca
08
Ecos do Pampa
09
Lombo Quente
10
Eu E O Patudo
11
Veio De Tirar Cria
12
No Carreiro Das Pacas
13
No Braço Do Veio
14
Cova de Touro
15
Primavera
16
João Tatu
17
Baqueando O Mocotó
18
Xica Bastiana
19
No Manotear Do Sebruno
20
A Véia Do Saco
21
Baile Na Cobra Morta
22
Amorcegando A Morocha
23
No Rincão Do Carrapicho
24
Home da Marca Antiga
25
Último Surungo
26
Pinto Papudo
27
Caçando Mutuca
28
No Rincão Das Capivaras
29
Anjo Malvado
30
Uma Prece Ao Pescador
31
Tampa Do Isqueiro
32
Xucro de Berço
33
Cuiudo Mocho
34
Petiço Cambota
35
Baile Moderno
Pendenga de Galo
Fui no buxixo do rapa, no rincão do joão pintado
Tava assim de xinaredo, que nen mosquito em banhado
E a velha xica azaranha, solteirona e cafeteira
Coxichou para a mulherada, ta chegando um bagaceira.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo
Fiz olho de peixe morto, e pisquei pra china rita
Morenaça flor de tropa, mansa, fogoza e gasguita
Com a crina solta no lombo, e um jeitão de quem é dona
Se veio afrouxando as anca, que nen queixa redomona.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
O chico beiço emburrado, não gostou da pataquada
Com jeitão de corvo xucro, e sóio de vaca atolada
Deu um murro se levantou-se, rasgou a guela gritando
Oque será que jaguara no meu rancho anda cheirando.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
Levantei, prendi-le grito, saiam da frente purguedo
Os machos se revoltaram, arrepiaram os xinaredo
Sapiei um mango na testa, nun tal de juca fincão
Saiu que nen mosca tonta, enterrou as guampa no chão.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
Quase que rendi o umbigo, de tanta força que fiz
Dei coice em manotaço, de fazer enrrugar o nariz
E assim termino a pendenga, taqueliando de caroço
Só sobrou a xina rita, cavalo no meu pescoço.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo
Tava assim de xinaredo, que nen mosquito em banhado
E a velha xica azaranha, solteirona e cafeteira
Coxichou para a mulherada, ta chegando um bagaceira.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo
Fiz olho de peixe morto, e pisquei pra china rita
Morenaça flor de tropa, mansa, fogoza e gasguita
Com a crina solta no lombo, e um jeitão de quem é dona
Se veio afrouxando as anca, que nen queixa redomona.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
O chico beiço emburrado, não gostou da pataquada
Com jeitão de corvo xucro, e sóio de vaca atolada
Deu um murro se levantou-se, rasgou a guela gritando
Oque será que jaguara no meu rancho anda cheirando.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
Levantei, prendi-le grito, saiam da frente purguedo
Os machos se revoltaram, arrepiaram os xinaredo
Sapiei um mango na testa, nun tal de juca fincão
Saiu que nen mosca tonta, enterrou as guampa no chão.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo.
Quase que rendi o umbigo, de tanta força que fiz
Dei coice em manotaço, de fazer enrrugar o nariz
E assim termino a pendenga, taqueliando de caroço
Só sobrou a xina rita, cavalo no meu pescoço.
Venho de tutano seco, e trago terra no gargalo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo
Hoje eu danço, me desmancho
Nesta pendenga de galo