Letra de Timbre de Galo - Gaúcho da Fronteira
Disco A
01
Tão Pedindo um Vanerão
02
Nheco Vari Nheco Fum
03
João Tatu
04
Décima do Bailongo
05
Paixão de Cabo a Rabo
06
Forronerão
07
Pára Pedro
08
Adeus Mariana
09
Fandango da Esperança
10
Peleia de Mango
11
Bamo Fazê Diferente
12
Timbre de Galo
13
Um Gaúcho No Rock In Rio
14
Na Minha Terra Tem Quem Queira
Timbre de Galo
Rio Grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo.
Quem não viveu este tempo,
Vive esse tempo a cantá-lo
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
Que os tempos de hoje são outros,
Que o campo é quase a cidade
E os chiripás estão rotos,
Que as esporas silenciaram
Na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
Isso aprendi de infância,
Mas nunca esqueça o herege
Que as cidades de importância
Se ergueram nos alicerces
Dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
Para honrar a descendência,
Que tudo aquilo que muda,
Muda só nas aparências
E até num bronze de praça
Vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
Ou andei muito depressa,
Dei ó de casa em tapera,
Fiquei devendo promessa
Mas se pudesse eu voltava
Pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
Nem me bate a passarinha.
A argila do mundo novo não
Tem a mescla da minha,
Sovada a cascos de touro,
Com águas de carquejinha...
Rio grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo !
Quem não viveu esse tempo
Vive esse tempo ao cantá-lo,
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo...
Quatro patas de cavalo.
Quem não viveu este tempo,
Vive esse tempo a cantá-lo
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo.
É verdade que alguns dizem
Que os tempos de hoje são outros,
Que o campo é quase a cidade
E os chiripás estão rotos,
Que as esporas silenciaram
Na carne morta dos potros...
Cada um diz o que pensa -
Isso aprendi de infância,
Mas nunca esqueça o herege
Que as cidades de importância
Se ergueram nos alicerces
Dos fortins e das estâncias.
Não esqueça, de outra parte,
Para honrar a descendência,
Que tudo aquilo que muda,
Muda só nas aparências
E até num bronze de praça
Vive a raiz da querência.
Eu nasci no tempo errado
Ou andei muito depressa,
Dei ó de casa em tapera,
Fiquei devendo promessa
Mas se pudesse eu voltava
Pra onde o rio grande começa.
E se me chamam de grosso,
Nem me bate a passarinha.
A argila do mundo novo não
Tem a mescla da minha,
Sovada a cascos de touro,
Com águas de carquejinha...
Rio grande, berro de touro,
Quatro patas de cavalo !
Quem não viveu esse tempo
Vive esse tempo ao cantá-lo,
E eu canto porque me agrada
Neste meu timbre de galo...