Letra de O Guasca e o Trem - Os Buenachos
Disco A
01
Namorando a Lua
02
Apaisanado
03
O Guasca e o Trem
04
Dobrando os Pelegos
05
Bugio Buenacho
06
Gaitinha Sonora
07
Traição de Compadre
08
Meu Céu Gaúcho Me Basta
09
Paisagem do Abandono
10
Feioso, Mas Gostoso
11
Razão e Liberdade
12
Não Mereço Teu Amor
13
Na Garupa Do Cavalo
14
Baile de Cobra
O Guasca e o Trem
"- sai da linha que o trem te pega, companheiro!"
"- mas já te conto essa história, parceiro!
Abre a gaita, gaiteiro!"
Lá bem distante
Esquecido da cidade
Um vivente na ansiedade
Resolveu laçar um trem
Pensou e disse
"- lá na curva, o laço espicho
Se eu não laçar esse bicho
Quero ser bicho também!"
Armou o laço
E de vereda fez o pealo
Segurou firme o cavalo
Para o trem não escapar
Depois gritava,
Arrastado trilho afora:
"- me salve nossa senhora,
Que o bicho quer me matar!"
E se não fosse
O maquinista precavido
O qüera tinha morrido
Sem dizer adeus ao mundo
Lá pra cidade
Foi ligeiro transportado
O corpo todo quebrado
Mais feio que moribundo
Passado o tempo
Recuperado do tombo
Com marcas feias no lombo
Que de lembrar dava medo
Entrou sorrindo
Na bodega do bastião
Quando viu sobre o balcão
Um trenzinho de brinquedo...
Puxou do trinta
E logo fez a pontaria
Foi aquela correria
E a velharada a gritar
E o xiru velho
Ao trenzinho disse de vez:
"- o mal que o teu pai me fez
Hoje tu vai me pagar!"
Deu cinco tiros
E o trenzinho estraçalhou
Quando a patrulha chegou
Ele disse com bravura:
"- esses bichinhos
Se mata enquanto é pequeno
Depois de grande é um veneno
Nem bagüal xucro segura!"
"- mas já te conto essa história, parceiro!
Abre a gaita, gaiteiro!"
Lá bem distante
Esquecido da cidade
Um vivente na ansiedade
Resolveu laçar um trem
Pensou e disse
"- lá na curva, o laço espicho
Se eu não laçar esse bicho
Quero ser bicho também!"
Armou o laço
E de vereda fez o pealo
Segurou firme o cavalo
Para o trem não escapar
Depois gritava,
Arrastado trilho afora:
"- me salve nossa senhora,
Que o bicho quer me matar!"
E se não fosse
O maquinista precavido
O qüera tinha morrido
Sem dizer adeus ao mundo
Lá pra cidade
Foi ligeiro transportado
O corpo todo quebrado
Mais feio que moribundo
Passado o tempo
Recuperado do tombo
Com marcas feias no lombo
Que de lembrar dava medo
Entrou sorrindo
Na bodega do bastião
Quando viu sobre o balcão
Um trenzinho de brinquedo...
Puxou do trinta
E logo fez a pontaria
Foi aquela correria
E a velharada a gritar
E o xiru velho
Ao trenzinho disse de vez:
"- o mal que o teu pai me fez
Hoje tu vai me pagar!"
Deu cinco tiros
E o trenzinho estraçalhou
Quando a patrulha chegou
Ele disse com bravura:
"- esses bichinhos
Se mata enquanto é pequeno
Depois de grande é um veneno
Nem bagüal xucro segura!"