Letra de De Tonteá Mosquito - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Cuida de Você Pra Mim
02
Vem Cavando
03
O Titio Tá Louco
04
De Tonteá Mosquito
05
Grosso Pra Palanque, Fino Pra Palito
06
Num Chamamé
07
Tem Que Té Mé e Muié
08
Isso é Pra Acabar Com o Cheque do Leite
09
Casa das Tias
10
Abençoado
11
Troféu do Meu Rancho
12
Lições de Encilha
13
Um Taura Desta Comarca
14
Pra Ti Mamãe
15
Palavras de Amor
16
Se Tenteando Pro Namoro
17
Tropeiro de Sonhos
18
A Cor da Saudade
19
De Volta a Estância Ferradura
20
Prosa Pra São Miguel
De Tonteá Mosquito
(Bebida hoje aqui tudo por minha conta
Menos pro botiquero, ele é nervoso
Qué surrá a gente)
Derrubo nos queixo uma canha braba
E tapeio a aba pru cima da testa
Aparto uns trocado que é pra o meu consumo
Na noite me sumo, campear o que não presta
Não saio de dia no sol não me aquento
Pois fico nojento, que nem eu me aturo
A sem-vergonhice que é meu costume
Sou igual vagalume só brilho no escuro
Pouco me interessa se alguém me apedreja
Ou então me inveja comigo se zanga
Eu vou sapateando num porre bonito
De tonteá mosquito que chupa o meu sangue
(Sabe Zézinho, tu é meu camarada meu amigo
Tu é gaitero também tu sabe que lindas muié pra gente
Mas eu sou fiel à minha patroa, ela é minha camarada
Eu sou fiel ó...ao menos um ronco de gaita me tira o sossego
Quando me chego o chinero se acende eu sai apertando
A qualquer criatura e alguma feiúra e desmancho na canha
É a véia desculpa de bebe pra esquece
Se eu amanhece e ninguém me socorre
Esqueço de tudo o que eu não mereço
Só nunca me esqueço o tamanho do porre
Não me interessa se alguém me apedreja
Ou então me inveja comigo se zanga
Me vou sapateando num porre bonito
De tonteá mosquito que chupa o meu sangue
(Que é um momento de canha
Que é um momento duma bebedeira num dia de chuva
Duma baita borrachera gaita em china
Bastante em roda de mim)
Quanto mais borracho mais bonito eu danço
Num tranco manso ou em batucada
China que eu aperto não perde o compasso
Adoro no braço faceiro pros lados
Por mais que eu bebo não durmo em macega
Se a canha me pega não fico na estrada
Quem diabo chia no primeiro gole
Tem uns que já são mole e não bebem nada
Dia quem me aveche o mi inveje cuigo se zanga
Meo sabateano num porre bunito de tonteá musquito
Qui chupa o meu zangue
Não sei purque que aquela mia muié qué me deixá
Diz que vai imbora intão qui vá
Tem um montis qui mi quer
Te otras qui mi querem aí
Eu as veis eu choro puqui si ela não dexá dimim
No me largá eu paro de bebe
Vô pará cum tudo isso aí
O que será que me fez mal?
Menos pro botiquero, ele é nervoso
Qué surrá a gente)
Derrubo nos queixo uma canha braba
E tapeio a aba pru cima da testa
Aparto uns trocado que é pra o meu consumo
Na noite me sumo, campear o que não presta
Não saio de dia no sol não me aquento
Pois fico nojento, que nem eu me aturo
A sem-vergonhice que é meu costume
Sou igual vagalume só brilho no escuro
Pouco me interessa se alguém me apedreja
Ou então me inveja comigo se zanga
Eu vou sapateando num porre bonito
De tonteá mosquito que chupa o meu sangue
(Sabe Zézinho, tu é meu camarada meu amigo
Tu é gaitero também tu sabe que lindas muié pra gente
Mas eu sou fiel à minha patroa, ela é minha camarada
Eu sou fiel ó...ao menos um ronco de gaita me tira o sossego
Quando me chego o chinero se acende eu sai apertando
A qualquer criatura e alguma feiúra e desmancho na canha
É a véia desculpa de bebe pra esquece
Se eu amanhece e ninguém me socorre
Esqueço de tudo o que eu não mereço
Só nunca me esqueço o tamanho do porre
Não me interessa se alguém me apedreja
Ou então me inveja comigo se zanga
Me vou sapateando num porre bonito
De tonteá mosquito que chupa o meu sangue
(Que é um momento de canha
Que é um momento duma bebedeira num dia de chuva
Duma baita borrachera gaita em china
Bastante em roda de mim)
Quanto mais borracho mais bonito eu danço
Num tranco manso ou em batucada
China que eu aperto não perde o compasso
Adoro no braço faceiro pros lados
Por mais que eu bebo não durmo em macega
Se a canha me pega não fico na estrada
Quem diabo chia no primeiro gole
Tem uns que já são mole e não bebem nada
Dia quem me aveche o mi inveje cuigo se zanga
Meo sabateano num porre bunito de tonteá musquito
Qui chupa o meu zangue
Não sei purque que aquela mia muié qué me deixá
Diz que vai imbora intão qui vá
Tem um montis qui mi quer
Te otras qui mi querem aí
Eu as veis eu choro puqui si ela não dexá dimim
No me largá eu paro de bebe
Vô pará cum tudo isso aí
O que será que me fez mal?